<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957</id><updated>2011-06-08T07:35:18.770+01:00</updated><title type='text'>Presidenciais americanas 2004</title><subtitle type='html'>Um blog do PÚBLICO sobre a campanha para as eleições presidenciais dos EUA</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>472</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109972347233535114</id><published>2004-11-06T06:59:00.000Z</published><updated>2004-11-06T06:44:32.336Z</updated><title type='text'>The end</title><content type='html'>Este blog acaba aqui. Obrigado aos leitores, particularmente aos que enviaram questões e comentários ao longo destes meses, e aos que enviaram simpáticos elogios nos últimos dias. O blog não foi actualizado tão frequentemente como devia ter sido, não foi tão exaustivo como podia, mas foi atraindo as atenções de algumas centenas de leitores por dia. A eles novamente obrigado, e até sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Data das próximas eleições presidenciais americanas: 4 de Novembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109972347233535114?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109972347233535114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109972347233535114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109972347233535114' title='The end'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109972317343898168</id><published>2004-11-06T06:39:00.000Z</published><updated>2004-11-06T06:39:33.436Z</updated><title type='text'>Dos leitores: Europa e América de costas voltadas?</title><content type='html'>Duas mensagens apresentam uma ideia muito semelhante: Jorge Barradas defende que está na hora de a Europa e a América seguirem cada uma o seu caminho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Chega de amizade transatlântica ou lá o que lhe queiram chamar. A maioria dos europeus não têm nada a ver com a monstruosidade do senhor Bush. Se os americanos acham que este primor de incompetência e desonestidade merece ser reeleito, que tenham o que merecem. Não nos venham chatear é a nós. A Europa vai à sua vida, com Bush não queremos nada.”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na mesma linha, Sandro Feitais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Miguel Sousa Tavares escreve que os valores dos americanos mudaram e já não têm nada a ver com os nossos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://jornal.publico.pt/2004/11/05/EspacoPublico/O01.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo. Como ele diz, “na Europa em que nos revemos, não discriminamos os homossexuais, não colocamos o aborto na clandestinidade, não defendemos que os ricos paguem os mesmos impostos que os pobres, não defendemos a liquidação da função social do Estado, não misturamos a política com Deus, não aceitamos o sistema penal de Guantanamo, não defendemos a pena de morte e, além do mais, não invocamos nenhum mandato moral ou divino para impor estes valores aos outros”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Europa que é nossa não tem nada a ver com a América do senhor Bush. [Os resultados das eleições] são um semáforo para a Europa seguir em frente no seu caminho.”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é justo descrever toda a América como discriminatória dos homossexuais (o combate pelos “gay rights” tem mais visibilidade aqui que na maior parte da Europa) ou anti-aborto (aliás, o aborto é legal nos EUA, ao contrário de Portugal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de resto há muitos americanos que defendem um Estado secular e interventivo. Os valores da maioria dos americanos não são assim tão diferentes dos valores europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é justo dividir rigidamente a América entre estados “azuis” e “vermelhos”; há grandes assimetrias ideológicas dentro dos EUA, mas os estados “vermelhos” não são totalmente “vermelhos” nem os “azuis” exclusivamente azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este &lt;A HREF=" http://www.boingboing.net/images/Purple-USA.jpg&lt;br /&gt;"&gt;curioso gráfico&lt;/A&gt; mostra a verdadeira cor política da América — púrpura, uma mistura de vermelho e azul. Em 2004, é um púrpura mais vermelho, e por isso talvez mais desagradável a uma maioria dos europeus. Mas, como tudo, o mapa eleitoral americano também irá evoluir nos próximos anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109972317343898168?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109972317343898168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109972317343898168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109972317343898168' title='Dos leitores: Europa e América de costas voltadas?'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109972228386483399</id><published>2004-11-06T06:24:00.000Z</published><updated>2004-11-06T06:24:43.863Z</updated><title type='text'>Dos leitores: A esquerda e a direita, a América azul e a  América vermelha</title><content type='html'>Alexandre Varela interroga-se sobre a permanência do vermelho (republicanos) e do azul (democratas) no mapa eleitoral americano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Estarei de todo equivocado, ou o facto de os candidatos concentrarem recursos e energias em alguns dos estados mais pequenos não passa de uma mera circunstância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem de facto estados cuja tradição eleitoral dispensa a priori grandes preocupações, todavia, creio que seja perfeitamente admissível que um estado como a Califórnia «vire». Na verdade, o actual governador desse estado é eleito pelo Partido Republicano, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso, não me parece que a emergência dos estados indecisos tenha que ver com o virtuosismo do colégio eleitoral (que não contesto) mas sim com circunstâncias culturais, históricas, económicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada me diz que dentro de 4 anos, a imensa cidade de New York não se ache num enorme «ring» político. Assim sendo, caso o Illinois, Califórnia, Nova Iorque, Texas, Geórgia ou New Jersey deixem de se mostrar «seguros», o que será das serras?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quanto à eleição, o povo americano decidiu legitimamente pela proposta economicamente mais vantajosa para os EUA e economicamente menos viável para o planeta. Tocqueville, Lincoln, Jefferson, por razões diferentes, certamente se orgulhariam.&lt;br /&gt;”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem possível que, a médio prazo, os estados que agora são feudos democratas ou republicanos mudem de cor. Durante muitos anos, a Califórnia era um bastião republicanos; agora é dos estados mais democratas do país. O Texas, outrora um “one-party state” democrata, transformou-se em “Bush country”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo estados que votam sistematicamente num sentido para presidenciais acabam por votar de forma diferente em eleições estaduais. O leitor notou o caso de Schwarzenegger em Sacramento, há outros — por exemplo, o governador de Nova Iorque, George Pataki, também é um republicano num estado “azul”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernestina Sentieiro vê nas eleições americanas uma demonstração de que a ideologia não morreu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Uma lição do 2 de Novembro: mais do que nunca, ficámos a saber que há várias Américas. É injusto julgarmos todos os americanos à imagem e semelhança do cowboy Bush. Não são bem duas metades, mas aproximam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que a eleição tornou clara é que (na América, como em todo o Mundo) há Direita e Esquerda, ao contrário do que muitos aprendizes de ideólogos nos tentam impingir. Em traços gerais, as camadas urbanas, laborais, as mais cultas e mais pobres votam à Esquerda; as rurais, mais ricas, mais incultas, à Direita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Iraque esteve presente e terá sido decisivo na campanha. Mas a verdadeira tragédia terá estado? Como lucidamente escreve hoje &lt;A HREF=" http://jornal.publico.pt/2004/11/05/EspacoPublico/O08.html&lt;br /&gt;"&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/A&gt;, além dos mil e tal soldados americanos mortos ( e quantos feridos?) , já morreram 100 mil iraquianos, o país ficou ingovernável, espalhou-se muito mais o terrorismo, os fanáticos islamistas do Irão ficaram mais fortes, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa palavra, a América perdeu a guerra, o Mundo democrático, se calhar, também. Alguém disse isto assim tão abertamente durante a campanha?&lt;br /&gt;”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Kerry criticou a guerra, criticou sobretudo a forma como Bush conduziu a guerra, mas não a deu como perdida. A maioria dos americanos provavelmente não concordaria (pelo menos por enquanto) com essa categorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o mapa eleitoral americano, Miguel Pais de Oliveira escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Olhando para os mapas comparativos entre as eleições de 2000 e as de  2004 (por exemplo em  http://www.cnn.com/ELECTION/2004/pages/results/electoral.college/index.html),  verificamos que existem diferenças abissais entre os EV de cada Estado,  beneficando claramente os Estados ditos republicanos (ou que pelo menos  votaram GOP em 2000). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Veja-se a título de exemplo, o Texas (2000 tinha 32 EV, agora tem 34  EV), a Flórida (2000 tinha 25 EV, agora tem 27), North Carolina (tinha 14, agora têm 15) Geórgia (tinha 13, agora tem 15), Arizona (tinha 8  agora tem 10) "and so on and so on". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De acordo com as minhas contas muito elementares, as variações de EV  nos diversos Estados davam logo à partida mais 10 EV aos republicanos em  Estados onde a vitória estava assegurada, o que nestas eleições não era  dispiciendo. Presumo que estas variações tenham a ver com o aumento da  população nesses Estados e não com erros aritméticos da CNN ou  qualquer outro motivo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A minha questão é basicamente a seguinte; esta questão nunca foi  levantada por ninguém? Parece-me que o novo espectro eleitoral americano,  logo à partida, beneficiava claramente, George W. Bush.”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem o leitor toda a razão. Mas não há erro aritmético nem tramóia. Todas as décadas o peso de cada estado no colégio eleitoral é ajustado proporcionalmente à sua população, de acordo com os dados do censo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução demográfica dos EUA tem sido no sentido da transferência da população dos estados frios e industriais do Nordeste (“azuis”) para os mais solarengos do Sul e do Oeste (“vermelhos”). A mudança demográfica deu de facto uma vantagem logo à partida para Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, essa mudança demográfica também pode ter outras consequências. Por exemplo, estados tradicionalmente conservadores como a Carolina do Norte ou a Florida estão a tornar-se progressivamente “liberais” com o influxo de migrantes do Nordeste. Nestas eleições isso não se reflectiu ainda directamente, com ambos os estados na coluna de Bush.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109972228386483399?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109972228386483399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109972228386483399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109972228386483399' title='Dos leitores: A esquerda e a direita, a América azul e a  América vermelha'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109970641725613699</id><published>2004-11-06T02:25:00.000Z</published><updated>2004-11-06T02:01:40.676Z</updated><title type='text'>Dos leitores: balanços extensos, América e Europa</title><content type='html'>O &lt;A HREF="http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_presidenciaiseua_archive.html#109950496175005100"&gt;repto lançado por este blog&lt;/A&gt; aos leitores foi seguido ponto por ponto por alguns, que responderam detalhadamente a cada uma das questões colocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Vasco da Gama &lt;A HREF="http://wwww.ateismo.net/diario"&gt;do blog Diário Ateísta&lt;/A&gt;, ficou desiludido com o resultado, e faz um balanço extenso das suas razões e consequências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Creio que este resultado é triste, e negativo para o povo dos EUA, e para a humanidade em geral (dada a importância dos EUA).&lt;br /&gt;O resultado é triste porque:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1- Perdeu-se a oportunidade de punir a incompetência extrema de um governante. Um dos factores que motiva os governantes a serem competentes é o medo de que a população considere incompetente a sua prestação, punindo-os eleitoralmente. Se a competência de um governante tem no seu mandato tem pouco impacto nos seus resultados eleitorais, um dos mais importantes factores para o sucesso das democracias perde a sua relevância.&lt;br /&gt;E porque é que considero que Bush foi um péssimo presidente? Porque:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;a) A sua equipa promoveu alterações legislativas contrárias à constituição americana e às liberdade direitos e garantias mínimas de uma democracia (Patriot Act)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;b) A gestão da economia por parte de Bush conseguiu ser o "ovo de colombo invertido" - crescimento económico com oscilações, mas em média, moderado; alto desemprego, alto déficit, etc... Foi considerada a pior gestão da economia dos últimos 150 anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;c) Bush foi um péssimo diplomata. Escuso de desenvolver esta parte...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;d) A segurança social, a saúde, a educação sofreram cortes consideráveis, que não evitaram o gigantesco déficit orçamental. A educação é extremamente importante para a produtividade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;e) A desonestidade ficou bem patente na mentira das ADM e da questão das torturas em Abu Ghraib e outras "irregularidades" na baía de Guantanamo. No que respeita às ADM, é possível que a equipa de Bush, baseada em informações erradas, considerasse que havia um perigo razoável de que as armas químicas existissem - mas, no mínimo, a certeza com que afirmaram a sua existência, foi desonesta. Mas os outros casos citados são exemplares a esse respeito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;f) A Investigação Científica foi controlada e manipulada. As prioridades foram trocadas. A Investigação Científica, que é o motor das economias modernas, foi atacada seriamente por esta administração, ao ponto de vários laureados pelo prémio Nobel se terem manifestado contra esta administração.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;g) Bush é um mau líder. Não tem capacidade de liderança, e isso ficou bem patente na forma como a sua equipa reagiu aos diferentes problemas. A equipa mais próxima de Bush, ao ostracisar todas as vozes críticas, acabaram por ter uma série de líderes menos competentes nos diversos campos. Por essa razão, a incompetência foi gritante no pós-guerra no Iraque e em muitos outros aspectos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2- Perdeu-se a oportunidade de ter um líder como Kerry. Kerry foi um jovem corajoso e honesto: foram também os seus valores morais elevados (além de outras características) que o permitiram ser um heroi de guerra e arriscar a sua vida para salvar as dos que estavam próximos, tornando-se um heroi de guerra. A sua atitude quando voltou foi louvável.&lt;br /&gt;Kerry também é activo e competente: foi um excelente senador que liderou importantes investigações bem sucedidas. Revelou também boas capacidades de administração, antes de ser Senador (ao contrário de Bush que levou duas companhias petrolíferas á falência...).&lt;br /&gt;Kerry é moderado, sendo por isso que é acusado de Flip-Flopper. Ao rever as suas posições consoante os factos e as circusntâncias, Kerry dá mostras de sensatez e razoabilidade.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;3- O próximo mandato de Bush adivinha-se pior do que o primeiro. Porque:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;a) Colin Powell era a figura mais moderada e razoável entre as mais conhecidas da casa branca. Não poderá exercer a sua presença moderadora, pois mostrou-se indisponível para continuar a trabalhar com Bush.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;b) A equipa de Bush já não teme perder a re-eleição. Pelo contrário: foram premiados pela política radical que levaram a cabo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;c) O poder dos fundamentalistas religiosos dentro do partido Republicano aumentou com Bush. Muitos destes colocam em questão a "separação entre a igreja e o estado", e a vitória de Bush aumentou o seu poder.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;d) Ao consolidar o seu poder, Bush vai poder levar a cabo políticas mais radicais.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Sou profundamente democrata, e embora discorde do sistema de colégio eleitoral que funciona nos EUA (posso escrever a contra-argumentar em relação aos quatro bons artigos em que apresentou as justificações deste sistema, a acrescentar mais alguns defeitos), sei que Bush também foi o candidato mais votado. Teve uma vitória confortável e legítima (ao contrário da anterior...)..&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Porque é que Bush ganhou? Que factores foram decisivos?&lt;br /&gt;Estou convencido que a máquina de propaganda republicana foi muito mais eficiente do que a máquina de propaganda democrata.&lt;br /&gt;O facto de Bush ser mais carismático (em relação ao eleitor médio) que Kerry também ajudou.&lt;br /&gt;Na Europa a maioria da população era pró-Kerry pois não esteve sujeita à propaganda (de ambas as partes) que os EUA estiveram. Se estas eleições se tivessem passado na Europa, com a mesma propaganda que lá se verificou, creio que Kerry teria ganho, mas com uma margem muito pequenina (e não com os tais 70%-80%...).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;b) Quão surpreendente é a vitória de Bush?&lt;br /&gt;Relativamente surpreendente. Apostei, com uns amigos, no Kerry, porque achava que era mais provável que ele ganhasse. Dizia que ele tinha 60% de hipóteses de ganhar.&lt;br /&gt;Isto porque, embora as sondagens indiciassem uma votação muito próxima, eu acreditava nas análises acerca do enviesamento pró-Bush dessas sondagens (devido à subestimação dos eleitores com telemóvel, novos votantes, etc...). Creio que foi fácil acreditar nessas análises pois nunca poderia esperar que a propaganda tivesse um efeito tão poderoso em relação à avaliação da competência dos candidatos (que, como expliquei na mensagem anterior, teria desfavorecido Bush).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;c) Irá Bush ser ainda mais ambicioso no seu segundo mandato ou adoptar uma política mais moderada?&lt;br /&gt;Sem Colin Powell na Casa Branca, e com as políticas de Bush recompensadas eleitoralmente, creio que dificilmente serão mais moderadas. Mas também não é fácil que sejam muito mais  "ambiciosas" (extremistas).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;d) O que significa para a América um triunfo tão abrangente do Partido Republicano?&lt;br /&gt; Devo dizer que não identifico a equipa de Bush com o Partido Repubicano. O pai de Bush, por exemplo, está mais próximo daquilo que considero ser "o espírito" do Partido Republicano. O triunfo de Bush foi também um trinfo "sobre" o Partido Republicano tradicional. Acho que este triunfo é negativo para o Partido Republicano, Para os EUA, e para o mundo.&lt;br /&gt;”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também Luís Cordeiro opina ponto-por-ponto, com uma visão europeia da América muito diferente da de muitos europeus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“1. Não foi, para mim, surpresa a reeleição de Bush;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A ideia europeia de que Kerry seria a esperança para a paz e de que ele iria ganhar, não passou de um mero exercício de especulação da  "esquerda  caviar" europeia, que mais não faz do que criticar quem faz alguma  coisa  pelo mundo. Mesmo que Kerry tivesse ganho, ideologicamente o partido  democrata está muito longe da esquerda europeia (atrevo-me a dizer que  o  partido democrata em alguns assuntos está bastante mais à direita do  PSD). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os europeus desinformados (como é hábito), esqueceram-se de que a nível  político, todo o aparelho de poder americano está dominado pelos  Republicanos. E como Pedro Ribeiro comentou, George W. Bush conseguiu  para    seu partido o que nenhum outro Republicano tinha conseguido até ao  momento:  o partido Republicano domina como nunca dominou a esfera do poder  americano,  daí que seria normal que Bush fosse reeleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Com tanta campanha interna (ex: Michael Moore) e externa (europeia e  árabe) contra Bush, porque será, então, que Kerry não ganhou? É algo  que os  Europeus nunca saberão, e será a principal razão porque a Europa nunca  será  uma federação!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA são uma federação de estados democratas que se  respeitam uns aos outros, onde a importância da democracia não reside,  apenas, em Washington, Nova Iorque ou Los Angeles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque o sistema eleitoral americano (muito criticado pelos europeus sem, ao certo,  saberem  porque foi criado desta maneira) funciona assim, o poder da democracia  viu-se no Iowa (um estado sem expressão económica e onde se encontram  os  maiores "parolos" americanos) ou no Novo Mexico (um estado conflituoso  a  nível étnico). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma vez Portugal irá ter [esta] importância na União Europeia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Sobre Bush: vejo-o como um grande lider, um homem de coragem e um  dirigente mais de acção do que de diplomacia. E creio que é o que o  mundo  precisa neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Sobre o Iraque: como sabem, para a maior parte dos Europeus os EUA  foram  para o Iraque para tomarem conta do petróleo. Ironia dos destinos: não  existe uma única empresa americana a explorar o petróleo iraquiano (é  por  isso que a esquerda "caviar" deixou de falar disso - muito previsível). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o discurso é de que os EUA atacaram o Iraque para evitar as  especulações em torno do preço do petróleo (???). Como sabem o preço do  petróleo nunca esteve tão alto nos EUA ou na Europa. Se Bush quisesse  controlar o petróleo, ou o seu preço, não iria entregar aos Europeus a exploração dos poços nem iria invadir o Iraque! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Finalmente, gostaria de desmistificar o preconceito europeu de que  os Americanos são ignorantes. Quando ouço um português a dizer uma coisa  dessas dá-me vontade de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, nós deviamos estar caladinho porque  temos  um taxa de analfabetismo que é uma vergonha. O ensino obrigatório nos  EUA já  é,  há décadas, o 11º/12º ano de escolaridade enquanto que, na maior  parte dos países Europeus, contam-se os anos pelos dedos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As universidade  Americanas  produzem os maiores génios, quer americanos, quer jovens de outros  lados do  mundo (inclusivé europeus). Porque será? Porque têm um sistema de  ensino que  incute valores, visão e técnica (orientação prática, algo que os  latinos nunca saberão o que é). Sendo a origem da educação europeia de carácter  humanista (vivemos das teorias), não temos uma preparação técnica tão  boa  como os americanos - apostamos mais nas artes e humanidades, daí  acharmos  que eles são mais "burros" do que nós! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São diferentes. São capazes de  ter  menos conhecimentos de história universal ou de antropologia, mas são  melhores que nós a nível prático (as ciências que relamente necessitam  de  raciocínios geniais: física, matemática, astronomia, informática,  etc..), porque têm uma cultura metodológica e, nesse aspecto,  nós  somos muito ignorantes (à excepção de alguns países europeus).&lt;br /&gt;”&lt;/I&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109970641725613699?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970641725613699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970641725613699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109970641725613699' title='Dos leitores: balanços extensos, América e Europa'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109970562041528836</id><published>2004-11-06T02:12:00.000Z</published><updated>2004-11-06T01:47:00.416Z</updated><title type='text'>Dos leitores: Don’t mess with Texas</title><content type='html'>Um correspondente regular deste blog, Rogério Morais, manda-nos a sua perspectiva das eleições a partir do Texas, onde vive, com duas histórias fascinantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Dois dados interessantes sobre as eleições no Texas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em Dallas County (onde eu moro), Bush ganhou apenas por 50%-49% (61-38 a nível estado), o que foi um pouco surpreendente. Nas eleições para sheriff do county ganhou uma mulher democrata, derrotando um republicano pela primeira vez em 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No círculo do congresso (congressional district) que inclui o rancho de Crawford, quem ganhou foi um democrata! Um dos 11 que sobreviveram à razia no Texas. Aqui passou de 15-17 (republicanos - democratas) para 21-11 (um democrata mudou para o partido republicano e ganhou a reeleição)&lt;br /&gt;”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nota curiosa sobre a nova xerife de Dallas County: Lupe Valdez não só é democrata e mulher, como é hispânica e assumidamente lésbica. O Texas não é t tão previsível como parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o Texas, Albano Silva pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Os americanos votam em Bush porque ele é um “cowboy” do Texas? O imaginário do “far-west” ainda é assim tão forte para os americanos?”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não será assim tão simples. Aliás, Bush não é um verdadeiro “cowboy” — nasceu no Connecticut, foi educado na Costa Leste. Mas a sua imagem tipicamente texana, um “straight talker” anti-elitista, ajudará a explicar o seu sucesso eleitoral. Bush não é bem Tom Mix nem John Wayne nem Lucky Luke, mas parte do seu apelo estará ligado à ideia mítica do “cowboy solitário” que enfrenta o mal em nome da justiça.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109970562041528836?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970562041528836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970562041528836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109970562041528836' title='Dos leitores: Don’t mess with Texas'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109970457266569594</id><published>2004-11-06T02:00:00.000Z</published><updated>2004-11-06T01:31:38.866Z</updated><title type='text'>Dos leitores: balanços desencantados</title><content type='html'>A nota dominante da maioria das mensagens dos leitores era desilusão, embora não surpresa, pelo triunfo eleitoral de Bush. É esse o caso de José A. Martins, do blog &lt;A HREF="http://briteiros.blogspot.com/2004/11/o-senhor-da-guerra.html"&gt;Briteiros&lt;/A&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Um pequeno balanço enviado no preciso momento em que Kerry telefonava a Bush para reconhecer a derrota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terrorismo, a guerra e a segurança nacional levaram a melhor sobre a economia e as questões sociais, apesar dos esforços de Kerry para chamar a atenção dos americanos para os problemas do emprego, da saúde e da segurança social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conjuntura internacional foi favorável a Bush. A tragédia de Beslan foi extremamente chocante para os americanos, sobretudo para as mães, lembrando- lhes que o terrorismo não deixou de constituir uma perigosa ameaça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reaparição providencial de Bin Laden, nas vésperas da eleição, deu o toque final para reforçar&lt;br /&gt;este espectro do medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os americanos escolheram, assim, o presidente que lhes parecia mais bem posicionado para dirigir o país em tempo de guerra nos próximos quatro anos. Bush conseguiu afastar a política interior para o segundo plano e convencer os eleitores que a guerra no Iraque fazia parte integrante da guerra contra o terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi este o argumento que finalmente convenceu os indecisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como foi possível que uma pessoa com um percurso académico tão medíocre, sem a menor dimensão intelectual, com uma juventude atormentada por problemas de alcoolismo e com tantos falhanços nos negócios do petróleo, esteja em vias de repetir a façanha de aceder à mais alta magistratura do país mais poderoso do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que terá levado este cristão evangelista e beato a este destino de novo Moisés dirigindo o seu povo na grande batalha contra as forças do mal? &lt;br /&gt;”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à pergunta retórica final: o percurso académico não é assim tão medíocre. É verdade que Bush não se distinguiu e teve notas apenas razoáveis na sua carreira universitária, e que a sua entrada nas universidades de Yale e Harvard terá sido possível apenas graças às ligações influentes da sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o certo é que Bush conseguiu formar-se de Yale e Harvard — mesmo que não tenha sido com honras, os “degrees” destas instituições impõe algum respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “desvarios de juventude” apenas ajudaram à imagem de Bush. F. Scott Fitzgerald gostava de falar na ausência de segundos actos nas vidas americanas, mas os EUA gostam de homens capazes de se reinventar, que conseguem abandonar os “maus caminhos” em direcção a uma nova vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a credencial de cristão “born again” ajuda Bush a identificar-se com muitos eleitores americanos que tiveram experiências semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutra mensagem, João Bernardes leva o desencanto das eleições para uma visão negra dos próprios EUA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Não será tão surpreendente assim, a vitória de Bush nestas eleições frente a John Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desilusão é enorme embora, possivelmente, essa mesma desilusão acabasse por surgir, algum tempo depois, caso Kerry, saísse vitorioso, o que seria tão surpreendente quanto o resto e parecendo esta afirmação paradoxal. Ou seja, então em que é que ficamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito simples!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A política americana em nada surpreende, uma vez sabermos em que objectivos consiste: Com deus, controlaremos tudo (in god we trust)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Concluindo, o povo americano é nisto mesmo que acredita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país em que, uma elevada percentagem populacional, julga serem os USA o único país no mundo(o resto é paisagem e uma relíquia – apesar de eles saberem que a Espanha existe) a defender valores morais elevados e onde existe um grande sentido patriótico, ou será «um grande sentido mundialista»(só pode e…não queremos confundir isso com “senhores do mundo” – ou será?), num país que é gastronomicamente orientado pela boa cozinha McDonalds(que decidiu alargar os menus aos pratos de dieta, ou o mais parecido com isso), num país cujo Wall Street controla economicamente todas as restantes praças, num país que vende armas para os países contra os quais luta(em terra de cegos quem tem um olho é rei), num país de oportunidades para uma vida que conhecemos como sendo a única e há que aproveitá-la, porque os outros não dão tantas oportunidades para esta vida que conhecemos como sendo única, num país sobre o qual muito mais coisas deste tipo poderiam ser ditas e nenhuma delas bateria certo uma com outra(e na realidade não quero dizer com isto que a Europa vá no bom caminho, não falando dos outros), não seria de esperar um resultado diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Kerry estava depositada uma ligeira esperança política que, em abono da verdade(e sejamos realistas, porque a América será sempre a América) seria pouco provável ver realizável na prática. Julgo que os americanos entenderam isso de uma forma mais realista que qualquer europeu esperançado no que quer que fosse, porque não se compreende como é que é possível voltar atrás depois das decisões que foram tomadas por Bush ao invadir o Iraque com um ene de promessas que se revelaram na prática, bastante mais complicadas, senão impossíveis, de concretizar(se a situação já é por si ridícula, mais ridícula seria então).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer com isto que, entre um que diz que faz(Bush), e que eleva, contudo, o sentido patriótico ao não recuar nas suas decisões e, numa situação que sabemos debilitada, sobre um ponto de vista psicológico(às vezes custa-me a crer nestas coisas) de um povo(e estas são as mesmas razões que levam os Árabes a lutar pelo que é deles) e, outro(Kerry) que diz que vai fazer e aquilo que diz ir fazer não é, sobre o ponto de vista do orgulho nacional, de nos orgulharmos(que é recuar), e… mais! Sabemos que aquilo que ele diz ir fazer não vai poder cumprir, então…em quem votar? Em quem assume, não assumindo, os disparates que já fez(até porque todo aquele país já é um disparate pegado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente que não temos estes disparates para resolver…temos outros… mais leves, mas temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade, também, é que a vontade dos governos e das populações dos diversos países europeus, exposta muito provavelmente na imprensa norte americana, funcionou adversamente no espírito patriótico americano que vê a Europa com algum despudor, ou seja, falando em bom americano: “fuck the europeans, i’m proud to be an american!”&lt;br /&gt;”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, Carlos Gomes olha, com algum humor, para um lado positivo dos resultados mesmo para quem “torcia” por Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Em relação à vitória de Bush, apesar de ter preferido uma vitória do  Kerry, como a maior parte dos europeus, é indiscutível o que por si só  é positivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, revela que a democracia está activa, basta  vermos o nível de "turnout", provando que se incentivadas e lhes  mostrar que cada voto conta as pessoas votam, mesmo que tenham que esperar várias horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória de Bush também prova que se "o lado positivo da democracia é  que qualquer um pode chegar a presidente, o lado negativo é que  qualquer um pode chegar a presidente!"&lt;br /&gt;”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta às perspectivas negativas, José Alberto Oliveira antevê, como fez em campanha Teresa Heinz Kerry, “mais quatro anos de Inferno”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Que mais nos irá acontecer? Acho que todos já vimos o que será o mundo com este segundo mandato do político comediante George W. Bush!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais umas paródias e anedotas à mistura com umas dislexias linguísticas irão invadir o mundo! Seremos novamente atacados pelas reais armas de “hilariação” maciças: Os já famosos “bushismos” que fazem elevar audiências dos talk shows! Será agora ainda mais exasperante para todo mundo ouvir por mais quatro anos tais “calinadas”! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excepto para todos aqueles que, vá se lá saber porque motivos, o reelegeram! Só nos resta dizer: God save América!”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Santiago, que tem o blog &lt;A HREF="http://galeriaprivada.blogspot.com"&gt;Galeria Privada&lt;/A&gt;, coloca a mesma questão que muitos democratas se colocam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Para não haver enganos nem interpretações erradas, digo desde já que pertenço à enorme família de desiludidos com os resultados das eleições de Terça-feira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tanto pela derrota de Jonh Kerry, que nunca mostrou potencial ou algo de inaudito, mas muito mais pela vitória de Bush que espero não pôr irreversivelmente em perigo o mundo em que vivemos, tanto mais que saiu com a sua liderança extremamente reforçada e com as suas anteriores políticas apoiadas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos os desesperados por mandar Bush de volta ao Texas, acompanhei as eleições democratas para a escolha do seu candidato. A certa altura estava convencido que a América dispunha de alguém capaz de arrastar massas, inovador, activo e competente: Howard Dean. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários menos felizes, discursos menos pensados, tudo isso levou à sua desistência. Como não estou enquadrado no ambiente americano, a minha pergunta é a seguinte:  Teria sido Howard Dean uma opção mais viável que Kerry? E seria ele a escolha mais acertada nesta América polarizada?”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer questão do género “o que aconteceria se?” cai no reino da especulação, e é difícil dar-lhe uma resposta totalmente segura. Mas é provável que Dean não tivesse feito melhor que Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente Howard Dean teria tido um resultado melhor que Kerry. Dean estava conotado com a esquerda do Partido Democrata; os eleitores das primárias acharam que ele era demasiado à esquerda para poder derrotar Bush a nível nacional, e por isso preferiram o mais centrista Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para os resultados globais de terça-feira, os eleitores das primárias provavelmente tinham razão. Afinal, não foi só nas presidenciais que os republicanos ganharam; em eleições para o Congresso e em inúmeros referendos, a direita levou a melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num eleitorado que parece ter virado à direita, seria improvável que Dean vingasse. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109970457266569594?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970457266569594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970457266569594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109970457266569594' title='Dos leitores: balanços desencantados'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109970320670485088</id><published>2004-11-06T01:58:00.000Z</published><updated>2004-11-06T01:30:47.860Z</updated><title type='text'>Dos leitores: vozes da América</title><content type='html'>Dos últimos comentários enviados pelos leitores, dois vieram de cidadãos dos EUA. Um deles de Adalino Cabral, um veterano de guerra luso-americano, que apela à unidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“As eleições já terminaram. Isto é uma democracia e a maioria venceu, 51% pró-Bush. Pois, ele está de parabéns!&lt;br /&gt;Cerca de 80% da Europa esperava uma vitória democrata - Kerry-Edwards. Embora os votos europeus não contem  oficialmente, ficamos muito sensibilizados com o calor, bondade e apoio de milhões de gente bondosa. Torna-se importantíssimo, agora, trabalharmos juntos durante os proximos quatro anos--tanto os democratas como os republicanos.  A  UNIÃO FAZ A FORÇA!”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Ellison, um americano do estado de Washington, escreveu em português (bastante bom para um “english speaker”, aqui em versão corrigida) a explicar porque votou Bush:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Votei ontem no meu [círculo eleitoral] normal, Alki West, Seattle, e votei em Bush, Dino Rossi, e Carol Cassidy contra Jim &lt;br /&gt;McDermott.  Foi fácil, O Bush tem um conceito completo do perigo que o nosso  país [enfrenta].”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellison aconselha ainda este link &lt;A HREF=" http://nationalreview.com/hanson/hanson.asp&lt;br /&gt;"&gt;do National Review&lt;/A&gt; para explicar a sua opção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nota: este leitor votou “straight ticket” republicano no seu estado de Washington. Carol Cassidy candidatava-se contra o congressista democrata McDermott; Dino Rossi era o candidato republicano a governador do estado, numa corrida muito interessante — uma das únicas de terça-feira que &lt;A HREF=" http://www.newsday.com/news/politics/wire/sns-ap-washington-governor,0,6868040.story?coll=sns-ap-politics-headlines&lt;br /&gt;"&gt;teve de ir a prolongamento&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109970320670485088?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970320670485088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970320670485088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109970320670485088' title='Dos leitores: vozes da América'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109970264449460559</id><published>2004-11-06T01:48:00.000Z</published><updated>2004-11-06T00:57:24.496Z</updated><title type='text'>Últimas notícias</title><content type='html'>Últimas notas sobre as eleições, antes de este blog encerrar a sua existência com os comentários dos leitores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Bush &lt;A HREF="http://desmoinesregister.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20041105/NEWS08/411050410/1001&amp;lead=1"&gt;ganhou mesmo no Iowa&lt;/A&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—John Edwards &lt;A HREF="http://www.latimes.com/news/nationworld/politics/wire/sns-ap-edwards-future,1,4919216.story?coll=sns-ap-politics-headlines"&gt;já pensa em 2008&lt;/A&gt;; mas antes disso, a sua preocupação imediata é pessoal — &lt;A HREF="http://www.chicagotribune.com/news/nationworld/chi-0411050270nov05,1,5066926.story?coll=chi-newsnationworld-hed"&gt;a mulher, Elizabeth tem cancro da mama&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—outra hipótese para 2008: Hillary Clinton, &lt;A HREF="http://www.gamblinggates.com/News/05112004/HillaryClintonPresident01011.html"&gt;que os apostadores já põem como favorita&lt;/A&gt; (e os apostadores foram os previsores mais fiáveis do triunfo de Bush este ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—lembram-se da ideia do jornal inglês &lt;A HREF="http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_presidenciaiseua_archive.html#109780555472892089"&gt;"The Guardian"&lt;/A&gt; destinada a influenciar as eleições americnaans no Ohio? Correu mal: o município do Ohio para que o “Guardian” pediu aos seus leitores que escrevessem, e onde Gore ganhara em 2000, &lt;A HREF="http://slate.com/id/2109217/"&gt;deu o triunfo a Bush&lt;/A&gt; este ano.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109970264449460559?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970264449460559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970264449460559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109970264449460559' title='Últimas notícias'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109970210760134831</id><published>2004-11-06T01:39:00.000Z</published><updated>2004-11-06T00:48:27.600Z</updated><title type='text'>Fraude! Sabotagem!</title><content type='html'>Este blog ficou surpreendido pela forma calma e resignada como os democratas aceitaram a sua derrota. Sim, a margem foi concludente, mas depois de tanto tempo de guerra aberta contra Bush, de acusações sem quartel de democratas a republicanos e vice-versa, de tantas preocupações sobre a maquinaria eleitoral… Acabou por ser surpreendente que quase não se falasse em fraudes depois de Kerry ter admitido a derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que alguns dentro do partido — os líderes negros, que se sentiram mais prejudicados pelo processo na florida em 2000, e segundo alguns relatos o próprio “vice” John Edwards — queriam que Kerry continuasse a lutar e não concedesse a derrota antes de os “votos provisórios” no Ohio estarem todos contados. Mas Kerry rendeu-se às evidências, e acabou por preferir evitar uma nova vergonha internacional que dividiria ainda mais a nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E contudo… Há quem fale em fraude. Vozes baixinhas, mas que poderão ganhar peso com o passar do tempo. A eleição de 2004 pode entrar para a galeria de mitos da Internet (Elvis vive! O homem nunca aterrou na Lua!) e pode mesmo haver quem lance uma investigação profunda à eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por agora, dois casos: &lt;A HREF="http://news.yahoo.com/news?tmpl=story&amp;u=/ap/20041105/ap_on_el_pr/voting_problems "&gt;um erro mecânico&lt;/A&gt; deu mais quatro mil votos a Bush num círculo do Ohio. Daqui aos 150 mil que deram a margem de vitória a Bush vai muita distância, mas é um ponto de partida para quem quiser contestar a legitimidade do triunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, Dick Morris, o “Karl Rove de Bill Clinton” caído em desgraça, tem um &lt;A HREF="http://www.thehill.com/morris/110404.aspx&lt;br /&gt;"&gt;olhar conspiratorial para o fracasso&lt;/A&gt; das sondagens à boca das urnas, que deram (erradamente) vantagem a Kerry; Morris fala em “sabotagem”, concebida para desanimar os apoiantes de Bush nos estados do Oeste, e evitar que eles votassem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109970210760134831?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970210760134831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109970210760134831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109970210760134831' title='Fraude! Sabotagem!'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109962607280393108</id><published>2004-11-05T03:40:00.000Z</published><updated>2004-11-05T03:51:33.206Z</updated><title type='text'>Estados de espírito</title><content type='html'>O estado de espírito dos democratas: mais triste que zangado. O estado de espírito dos republicanos: mais conciliatório que triunfalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobretudo do lado dos democratas, há muito daquilo que os americanos chamam “monday morning quarterbacking”; o que é que Kerry podia ter feito melhor? Como é que a estratégia podia ter sido diferente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um enorme debate a desenvolver-se dentro do partido sobre que direcção os democratas devem tomar no futuro. E, claro, já há especulação para 2008: Hillary? Edwards?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o estado de espírito dos leitores: muito interessante. Amanhã e sábado serão publicadas as muitas mensagens dos leitores sobre o desenlace destas eleições. Até já.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109962607280393108?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962607280393108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962607280393108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109962607280393108' title='Estados de espírito'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109962603268391529</id><published>2004-11-05T03:35:00.000Z</published><updated>2004-11-05T03:40:32.683Z</updated><title type='text'>Ainda falta...</title><content type='html'>...o Iowa. Os últimos dos “indecisos” não afectam a eleição, e o seu resultado é académico. Mas o Novo México &lt;A HREF="http://www.electoral-vote.com/"&gt;caiu para Bush&lt;/A&gt;, solidificando a &lt;A HREF="http://www.abqtrib.com/archives/news04/110404_news_tally.shtml"&gt;mancha vermelha&lt;/A&gt; que domina o centro do mapa eleitoral americano. Resta o Iowa; &lt;A HREF="http://desmoinesregister.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20041104/NEWS09/411040396/1056"&gt;problemas e atrasos na contagem&lt;/A&gt; fizeram deste o último estado em que o vencedor será conseguido. Deverá ser Bush, fazendo do Iowa o segundo estado em que o Presidente perdeu em 2000 mas ganhou em 2004. O único estado que seguiu o caminho inverso: o New Hampshire, no Nordeste, consolidando o “azul” na Nova Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109962603268391529?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962603268391529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962603268391529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109962603268391529' title='Ainda falta...'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109962569884440055</id><published>2004-11-05T03:31:00.000Z</published><updated>2004-11-05T03:34:58.843Z</updated><title type='text'>Porque falharam as projecções</title><content type='html'>Houve acusações de incompetência e até teorias da conspiração, mas o que é certo é que as sondagens à boca das urnas falharam rotundamente. As projecções extrapoladas a partir delas deram vitórias a Kerry, que não se confirmaram. A melhor explicação para o fenómeno até agora veio de um “pollster” que disse ao “Washington Post”: “As sondagens à boca das urnas medem os votos das pessoas que vão às urnas de manhã. Quem vem às urnas de manhã é quem está mais zangado. Este ano, era os adversários de Bush que estavam mais zangados.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, pelo meio-dia provavelmente Kerry iria à frente; foi da parte da tarde que chegou o voto republicano. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109962569884440055?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962569884440055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962569884440055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109962569884440055' title='Porque falharam as projecções'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109962544080353175</id><published>2004-11-05T03:25:00.000Z</published><updated>2004-11-05T03:30:40.803Z</updated><title type='text'>Chamem-lhe burro, chamem</title><content type='html'>Na Europa e nos EUA, grande parte da contestação a George W. Bush assume a forma de um desprezo pelas suas qualidades intelectuais. Mas a verdade é que Bush, no espaço de uma década, construiu a mais notável carreira política do século XXI. Conseguiu ser reeleito para a presidência, com mais votos que qualquer outro candidato na história dos EUA; e mantém o controlo do Congresso, garantindo um poder invulgar no sistema americano para os próximos quatro anos; criou uma hegemonia republicana que poderá ter consequências duradouras no seu país. E ele é que é burro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109962544080353175?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962544080353175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962544080353175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109962544080353175' title='Chamem-lhe burro, chamem'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109962510017234856</id><published>2004-11-05T03:11:00.000Z</published><updated>2004-11-05T03:25:00.173Z</updated><title type='text'>O mau perdedor</title><content type='html'>Uma das poucas boas notícias para o Partido Democrata na terça-feira foi a vitória de Barack Obama nas eleições para o Senado no Illinois. Como se esperava, Obama obteve um triunfo folgado e tornou-se numa das (poucas) estrelas em ascensão do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu adversário, o controverso Alan Keyes, não aceitou bem a derrota. Nem sequer fez o tradicional telefonema reconhecendo a vitória do rival. Keyes &lt;A HREF="http://www.newsday.com/news/politics/wire/sns-ap-senate-keyes,0,1321490.story?coll=sns-ap-politics-headlines"&gt;culpou os “media”&lt;/A&gt; por ter perdido, e descreveu Obama como um “socialista” que representa um “mal cultural” que vai “destruir” a América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109962510017234856?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962510017234856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109962510017234856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109962510017234856' title='O mau perdedor'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109950496175005100</id><published>2004-11-03T17:58:00.000Z</published><updated>2004-11-03T18:02:41.750Z</updated><title type='text'>Aos leitores</title><content type='html'>Este blog tinha data de validade, e extingue-se este fim-de-semana. Até lá, nos próximos dias, teremos o tal “post-mortem” das eleições. Aguardam-se também reacções dos leitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que Bush ganhou? Que factores foram decisivos? Quão surpreendente é a vitória de Bush? O que falhou na campanha de Kerry? Irá Bush ser ainda mais ambicioso no seu segundo mandato ou adoptar uma política mais moderada? O que significa para a América um triunfo tão abrangente do Partido Republicano? Respostas para presidenciaiseua@yahoo.com . Mais para o fim da semana, quando este blog tiver um pouco mais de tempo livre, as opiniões dos leitores serão publicadas aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109950496175005100?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109950496175005100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109950496175005100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109950496175005100' title='Aos leitores'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109950469376648647</id><published>2004-11-03T17:57:00.000Z</published><updated>2004-11-03T18:04:51.593Z</updated><title type='text'>Kerry vai falar</title><content type='html'>Às seis da tarde portuguesas, está previsto o discurso final de John Kerry. O candidato democrata vai reconhecer a sua derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualização: Kerry ainda não saiu de sua casa para discursar no Faneuil Hall de Boston. Está atrasado, mas deve falar durante a próxima hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109950469376648647?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109950469376648647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109950469376648647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109950469376648647' title='Kerry vai falar'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109949895316317773</id><published>2004-11-03T16:16:00.000Z</published><updated>2004-11-03T16:22:33.163Z</updated><title type='text'>Está a acabar</title><content type='html'>Bom dia: as eleições presidenciais americanas estão resolvidas. A CNN relata que John Kerry telefonou esta manhã a George W. Bush, dando-lhe os parabéns pela vitória nas eleições. Os democratas desistiram da quimera dos votos provisórios no Ohio; é uma vitória de Bush a toda a linha, uma vitória retumbante a todos os níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje, Kerry deve fazer o seu discurso de derrota; Bush fará o discurso de vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog não deverá ser actualizado muitas mais vezes hoje — para a imprensa, esta vai ser uma manhã ocupada. Mais para o fim da semana, um post-mortem desta eleição: porque ganhou Bush, quais as consequências desta vitória na política americana, o que esperar do segundo mandato Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, são benvindos os comentários dos leitores ao endereço habitual: presidenciaiseua@yahoo.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109949895316317773?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109949895316317773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109949895316317773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109949895316317773' title='Está a acabar'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109947121107371613</id><published>2004-11-03T08:29:00.000Z</published><updated>2004-11-03T08:40:11.073Z</updated><title type='text'>É Bush - talvez</title><content type='html'>Algumas notas desta noite eleitoral. Pede-se compreensão aos leitores — a noite foi muito longa, a escrita pode não ser muito lúcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Ganhou Bush. Ou talvez não. À hora em que este post é escrito, faltam apurar alguns estados. Kerry precisa de ganhar o Ohio. Vai 100 mil votos atrás. Não faltam contar muitos mais. Kerry ainda pode contar com o provisional voting e com o voto no correio; realisticamente, não parece haver grandes hipóteses de uma reviravolta. O processo pode arrastar-se. As eleições ainda não acabaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Mas no voto absoluto, já há um vencedor claro: e é uma vitória impressionante de Bush. Entre três a quatro milhões de votos mais que Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Venham os advogados. Não houve (ainda) muitas alegações de fraudes nem irregularidades, mas pode haver ainda batalhas legais, especialmente no Ohio e no Iowa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-em Boston, depois da meia-noite, no comício democrata, a tristeza era pesadíssima. John Edwards apareceu às duas e meia, prometeu que todos os votos serão contados. Mas o sentimento de derrota era claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A abstenção: aparentemente o turnout foi muito alto, talvez um recorde, mas não beneficiou Kerry, pelo contrário. Dado muito interessante: os mais jovens, apesar de P. Diddy e do Vote or Die, não terão votado mais que em 2000. Não foi com novos eleitores que a abstenção baixou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-votou-se exactamente da mesma maneira: os estados azuis ficaram azuis, os vermelhos ficaram vermelhos. Só o New Hampshire e (talvez) o Novo México viraram. Quatro anos e ficou tudo na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Porque ganhou Bush? A vantagem do detentor do cargo, o facto de um Presidente de guerra ser sempre reeleito, os efeitos das contradições do Kerry sobre o Iraque, o efeito negativo para o Kerry dos anúncios dos swift boat vets?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-os factores que não decidiram: a baixa da abstenção não ajudou Kerry, ganhar os debates também não, os indices baixos de popularidade do Bush não o prejudicaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As projecções foram um fiasco total; a meio da tarde, a Internet estava cheia de projecções que davam todos os swing states ao Kerry. Os comentadores republicanos estavam consternados, e os democratas já pareciam cantar vitória. Afinal, as projecções estavam todas mal. A Zogby em particular saiu-se muito mal — a meio da tarde avançou uma projecção que dava uma vitória enorme ao Kerry  no colégia eleitoral.&lt;br /&gt;As TV foram muito cautelosas — embora a Fox News tenha sido a primeira a dar, relativamente cedo, o Ohio para o Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nader: irrelevante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-minorias: os negros ficaram com os democratas em números semelhantes de há quatro anos, os hispânicos votaram (aparentemente) mais Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o Congresso: é um triunfo para o Partido Republicano tão ou mais importante que a manutenção de Bush na Casa Branca. Uma vitória a toda a linha e de profundas repercussões. Não se aplicou a tese do “não pôr todos os ovos no mesmo cesto”. Os republicanos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-mantêm e ampliam as maiorias&lt;br /&gt;-conquistam de vez o Sul, e varrem os democratas do Texas&lt;br /&gt;-conseguem novamente aumentar a votação apesar de o partido do Presidente que se recandidata tradicionalmente perder votos&lt;br /&gt;-Tom Daschle, o líder democrata no Senado e maior alvo republicano, pode ter perdido a sua reeleição&lt;br /&gt;-os republicanos ficam mais perto dos 60 votos no Senado - o número mágico para fazer passar legislação de vulto&lt;br /&gt;-o país está mais republicano, muito raro um domínio tão grande na política americana. São dez anos de domínio republicano no Congresso, “and counting”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por contrapartida, enorme derrota dos democratas: a única coisa positiva da noite foi a vitória de Barack Obama (já esperada). O partido vai ter de fazer imenso soul-searching e de descobrir uma nova direcção. É uma crise incomensurável para os democratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-os referendos do casamento gay: mais um triunfo a toda a linha dos republicanos, em todos os 11 estados em que ia às urnas, o casamento gay foi banido com emendas constitucionais, em quase todo o lado por enormes margens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E agora Bush? Conquistou (talvez) a Casa Branca, com uma nova legitimidade. Desta vez, parece que ganhou, e que ganhou com mais votos. Tem ainda o Congresso ao seu lado. Tem uma concentração de poder rara na política americana. O que é que ele vai fazer com ela? &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109947121107371613?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109947121107371613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109947121107371613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109947121107371613' title='É Bush - talvez'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109945833299664308</id><published>2004-11-03T05:02:00.000Z</published><updated>2004-11-03T05:05:32.996Z</updated><title type='text'>Actualização - too close to call</title><content type='html'>As projecções estavam erradas. As vitórias projectadas para Kerry não se confirmaram. Kerry ganhou a Pensilvânia, mas Bush parece próximo de conquistar a Florida. Ainda não se sabe quem ganha. Os democratas começaram a noite animados, mas a chuva e uma aparente reviravolta a favor de Bush esfriaram o seu optimismo. O Ohio, e os quatro estados do Midwest, vão decidir tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Too close to call, como há quatro anos. Mas desta vez deverá haver Presidente antes de o Sol nascer (bem, antes de o Sol nascer em Boston, pelo menos). O próximo post já terá (talvez, talvez, talvez não) o nome do próximo Presidente dos EUA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109945833299664308?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109945833299664308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109945833299664308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109945833299664308' title='Actualização - too close to call'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109944126553380574</id><published>2004-11-03T01:19:00.000Z</published><updated>2004-11-03T00:21:05.533Z</updated><title type='text'>Primeiros sinais</title><content type='html'>As televisões não arriscam projecções. Mas há &lt;A HREF="http://slate.msn.com/id/2109053/"&gt;sites na Internet&lt;/A&gt; que o fazem. Kerry parece favorecido nos principais "swing states". Isso não significa nada ainda — vai ser uma longa noite. Mas, pelo menos a partir de Boston, os democratas parecem mais confiantes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109944126553380574?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109944126553380574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109944126553380574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109944126553380574' title='Primeiros sinais'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109935891612322085</id><published>2004-11-02T01:26:00.000Z</published><updated>2004-11-02T01:29:41.736Z</updated><title type='text'>Live blogging de Boston (ou talvez não)</title><content type='html'>Este blog desloca-se a Boston para o dia das eleições, para assistir à festa de vitória/derrota/empate (riscar o que não interessa) de John Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dependendo da rede de wi-fi junto ao comício de vitória/derrota/empate dos democratas, haverá aqui “live blogging” de Boston.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem queira seguir a evolução da noite eleitoral americana tem de se preparar para uma noite longa — que pode durar 36 dias, se tudo correr mal, como há quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Internet, o lugar ideal para seguir as eleições é o &lt;A HREF="http://ultimahora.publico.pt/"&gt;Última Hora&lt;/A&gt; do Público.pt, cuja equipa vai atravessar a madrugada para anunciar quem é o novo Presidente americano (ou talvez não, talvez sejam precisos 36 dias, ai ai).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Internet à americana, haverá milhares e milhares de sites para seguir o anúncio dos resultados. Eis dois dos mais óbvios: &lt;A HREF="http://www.cnn.com/ELECTION/2004/"&gt;o site da CNN&lt;/A&gt; e o fórum de chat ao vivo &lt;A HREF=" http://forums.nytimes.com/top/opinion/readersopinions/forums/washington/anelectionnightwebjournal/index.html?oref=login&lt;br /&gt;"&gt;com o comentador do “New York Times”&lt;/A&gt; Frank Bruni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então até Boston; esperemos que o próximo post deste blog já traga o nome do vencedor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109935891612322085?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935891612322085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935891612322085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109935891612322085' title='Live blogging de Boston (ou talvez não)'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109935528653225594</id><published>2004-11-02T01:24:00.000Z</published><updated>2004-11-02T00:28:06.533Z</updated><title type='text'>Halloween na segunda-feira</title><content type='html'>Foi provavelmente inspiração de Halloween. Vários bloggers da Florida (mas onde havia de ser?) contam a história de um truque curioso. Alguns activistas, aparentemente republicanos, mascararam-se de democratas, e levaram cartazes com “slogans” pró-“gay“ para a porta de uma igreja negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “slogans” sugeriam que Kerry favorece o casamento “gay” e a adopção por casais homossexuais. O truque, se for verdadeira a história, é levar os afro-americanos (um eleitorado esmagadoramente democrata) a não votar — os negros em geral votam democrata mas têm posições conservoras em temas “sociais” como a homossexualidade. O &lt;A HREF="http://laweekly.blogs.com/joshuah_bearman/"&gt;relato, com fotografias&lt;/A&gt;, está em vários blogs.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109935528653225594?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935528653225594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935528653225594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109935528653225594' title='Halloween na segunda-feira'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109935833173874094</id><published>2004-11-02T01:18:00.001Z</published><updated>2004-11-02T01:18:51.736Z</updated><title type='text'>Dos leitores: do Alasca, um aviso sobre os Washington Redskins</title><content type='html'>Provando que há portugueses em todo o lado, Hugo Oliveira escreve do mais remoto dos Estados Unidos, o Alasca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Ainda sobre  métodos de previsão menos ortodoxos, um acrescento interessante. Ontem estive a ver o [jogo de futebol americano] &lt;A HREF="www.packers.com/gameday/2004/10-31/  "&gt;Packers-Redskins&lt;/A&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Desde 1936, quando os Redskins vencem o ultimo jogo antes das eleições, o Presidente é reeleito; quando perdem ou empatam, ganha o [adversário]. Ontem perderam. Mas com curiosos requintes: a menos de dois minutos do fim [os Redskins] marcaram - para, de seguida, no meio da maior confusão, os árbitros anularem o [ensaio]. Acabaram por vencer os Packers. Assustador, hein?”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um método de previsão que não falhou nos últimos 68 anos: o resultado nas presidenciais do partido no poder é igual ao resultado dos &lt;A HREF="http://www.miami.com/mld/miamiherald/news/politics/10072547.htm"&gt;obtido pelos Washington Redskins&lt;/A&gt; no domingo anterior ao dia das eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, Kerry sai beneficiado. Na tertúlia do café onde este blog vai nas manhãs de segunda-feira, fala-se sempre dos resultados da NFL no dia anterior. Normalmente do  que aconteceu às equipas de Nova Iorque, os Giants e os Jets; mas ontem a conversa era sobre os Green Bay Packers e os Washington Redskins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Kerry tem isto ganho, os Redskins perderam e nunca falha: quem está no poder também perde se eles perderem”, dizia um. “O Kerry fica a dever a eleição ao Brett Favre [“quarterback” e grande estrela dos Packers]. Vai ter de o nomear para alguma coisa. Secretário da Defesa!”, dizia outro. “Não, isso não pode ser [a posição de Favre é atacante]. Vice-presidente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o leitor do Alasca, a tertúlia reparou no facto de o jogo Packers-Redskins se ter resolvido numa controversa decisão arbitral nos últimos minutos do jogo. E também viram nisso um augúrio para as eleições: uma batalha muito renhida que só é resolvida no meio de muita celeuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerry tem ainda outro bom presságio vindo do mundo do desporto: a vitória dos Boston Red Sox na World Series (a curiosa forma como os americanos designam a sua final do campeonato — nacional — de basebol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 86 anos que os Sox não ganhavam — mais que as piores travessias do deserto de Porto, Sporting e Benfica todas juntas. Ora, um dos mais célebres adeptos dos Sox é John Kerry, que se apressou a associar o triunfo da equipa de Boston às suas possibilidades eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas outro indicador favorece Bush: a venda de máscaras de Halloween. Costuma ganhar o candidato de cujo rosto se vendam mais máscaras, e este fim-de-semana havia mais americanos mascarados de Bush que de Kerry. Hélas, até nestas Cassandras ad-hoc há um empate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao mail de Hugo Oliveira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Entretanto, ouvido de um republicano: "my surprise is not that kerry polled before speaking on the Bin Laden tape, my surprise is he didn't poll the french!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, parece cada vez mais claro que a menina Murkowski vai acabar por ganhar. Malgré tout, as fidelidades... O que, a partida, irá assegurar o Senado para o GOP. Tendo eu razão nisto e os Redskins naquilo, isto ainda vai acabar bem...”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisa Murkowski foi nomeada em 2002 para completar o mandato do Senado de Frank Murkowski, que entretanto foi eleito Governador do Alaska.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisa é filha de Frank, e ambos são republicanos. A ideia de o pai nomear a filha para lhe suceder desagradou a muita gente. Como Hugo Oliveira escreve, é provável que Lisa Murkowski &lt;A HREF=" http://www.news-miner.com/Stories/0,1413,113~7244~2506500,00.html"&gt;consiga mesmo assim ser eleita&lt;/A&gt;, o que será um triunfo importante para o Partido Republicano manter o controlo do Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o processo deu azo também a um &lt;A HREF=" http://www.anchoragepress.com/archives-2004/featurevol13ed43.shtml"&gt;“referendo do nepotismo”&lt;/A&gt;; amanhã, os eleitores do Alasca pronunciam-se num referendo em que é proposta legislação para evitar que uma situação destas se repita.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109935833173874094?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935833173874094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935833173874094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109935833173874094' title='Dos leitores: do Alasca, um aviso sobre os Washington Redskins'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109935475936407256</id><published>2004-11-02T01:18:00.000Z</published><updated>2004-11-02T00:19:19.366Z</updated><title type='text'>Chegou o dia</title><content type='html'>É amanhã, ou para quem viva na Europa, já hoje. As sondagens nada revelam &lt;A HREF="http://www.nowchannel.com/national/"&gt;excepto que será uma eleiçaõ extraordinariamente renhida&lt;/A&gt;. Esperemos que se consiga apurar rapidamente um vencedor.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109935475936407256?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935475936407256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935475936407256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109935475936407256' title='Chegou o dia'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109935466519308991</id><published>2004-11-02T01:13:00.000Z</published><updated>2004-11-02T00:17:45.193Z</updated><title type='text'>Os votos dos mortos</title><content type='html'>Uma consequência interessante do “early voting” e do voto postal: os mortos também votam. As medidas para impedir “engarrafamentos” nas urnas, para garantir que todos podem votar, e para combater a abstenção, resultaram no “early voting” (mesas de voto que abriram mais cedo, algumas já funcionam há um mês) e no voto por correio (muito usado em alguns estados, incluindo o Oregon, onde é o único método).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, em eleições à europeia, também é teoricamente possível os mortos votarem; um eleitor pode depositar o seu boletim, sair da sala de voto e ser fulminado por um ataque cardíaco. Mas nas eleições americanas, a quantidade de casos de pessoas que morrem antes do dia das eleições mas já depositaram o seu voto é maior. E o problema é que &lt;A HREF="http://news.bostonherald.com/election/view.bg?articleid=52002"&gt;alguns dos votos vindos do além&lt;/A&gt; são contados, outros não.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109935466519308991?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935466519308991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109935466519308991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109935466519308991' title='Os votos dos mortos'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109928896183642397</id><published>2004-11-01T06:02:00.000Z</published><updated>2004-11-01T06:02:41.836Z</updated><title type='text'>Indecisos e mobilização</title><content type='html'>Dois factores decisivos nas eleições de amanhã: a mobilização e os eleitores indecisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os indecisos são poucos, a mobilização é a chave. A máquina partidária que conseguir levar mais dos seus eleitores às urnas irá triunfar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os indecisos também são importantes. E votam em quem? “Em circunstâncias normais, os indecisos votam contra um Presidente em funções”, disse ao “Washington Post” o especialista em sondagens Steve Mitchell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Mitchell acrescentou de imediato um dos grandes “clichés” desta campanha: “Estas não são circunstâncias normais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não se sabe se os indecisos vão para Kerry ou para Bush. O site &lt;A HREF=" http://www.mysterypollster.com/main/2004/09/do_undecided_vo.html&lt;br /&gt;"&gt;Mystery Pollster&lt;/A&gt; tem excelentes artigos sobre a questão dos indecisos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109928896183642397?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928896183642397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928896183642397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109928896183642397' title='Indecisos e mobilização'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109928892715002098</id><published>2004-11-01T06:01:00.000Z</published><updated>2004-11-01T06:02:07.173Z</updated><title type='text'>Em defesa do colégio eleitoral V: O futuro</title><content type='html'>Então e se houver outra vez discrepâncias entre o voto nacional e o voto no colégio eleitoral? Será o sistema abolido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa palavra, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As instituições políticas dos EUA são muito antigas. Os americanos são muito relutantes em alterá-las. O colégio eleitoral é uma herança dos fundadores da nação. Está descrito expressamente na Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito difícil mudar a Constituição americana. Este notável documento, claro e conciso, só foi alterado pouco mais de uma dúzia de vezes desde o início do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alterar o sistema do colégio eleitoral, seria preciso que uma maioria dos 50 estados americanos estivesse disposto a fazê-lo. Os estados mais pequenos, receosos da diluição da sua influência, não irão aceder em mudar a Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É plausível que nos próximos dias, como em 2000, o colégio eleitoral volte a estar na berlinda. Não é provável que em 2008 os americanos escolham o seu Presidente de outra maneira. Esperemos apenas que desta vez não haja nenhum estado em que, como na Florida há quatro anos, o Presidente se decidiu por 0,01 por cento dos votos expressos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109928892715002098?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928892715002098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928892715002098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109928892715002098' title='Em defesa do colégio eleitoral V: O futuro'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109928883919078353</id><published>2004-11-01T06:00:00.000Z</published><updated>2004-11-01T06:00:39.190Z</updated><title type='text'>Em defesa do colégio eleitoral IV: Mas então e se ganha o que tem menos votos</title><content type='html'>É completamente contra-natura para o espírito democrático a ideia de não ganhar quem tem mais votos. E, repita-se, isso pode bem acontecer este ano outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso notar que, se o sistema fosse diferente, o resultado também poderia ser diferente. Ou seja: se não houvesse colégio eleitoral em 2000, não é garantido que Al Gore teria mais votos que George W. Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha teria sido conduzida de outra forma; em vez de concentrar todos os seus recursos para obter mais um punhado de votos em meia dúzia de estados indecisos, Bush teria tentado apelar ao maior número possível de eleitores a nível nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, é bem possível que com outro sistema Gore tivesse ganho na mesma. Mas as regras do “jogo” são estas; o objectivo não é ter mais votos em termos absolutos, é ganhar mais votos no colégio eleitoral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não diminiu compreensível indignação dos apoiantes de uma candidato que teve mais votos e não vai para a Casa. Mas não tira legitimidade à vitória do candidato que teve menos votos mas conseguiu ganhar o “jogo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109928883919078353?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928883919078353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928883919078353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109928883919078353' title='Em defesa do colégio eleitoral IV: Mas então e se ganha o que tem menos votos'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109928862370888276</id><published>2004-11-01T05:56:00.000Z</published><updated>2004-11-01T05:57:03.706Z</updated><title type='text'>Em defesa do colégio eleitoral III: E os terceiros partidos?
</title><content type='html'>Uma das críticas mais frequentes ao colégio eleitoral é que o sistema impossibilita o aparecimento de candidatos à parte do monopólio dos dois grandes partidos. E, com efeito, há século e meio que só democratas ou republicanos são eleitos para a Casa Branca, apesar de vários independentes ou terceiros partidos terem obtido votações robustas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sistema não é tão monolítico como parece. Os partidos americanos não são como os europeus; a sua hierarquia não é rígida, a máquina partidária é altamente descentralizada, e tanto democratas como republicanos são coligações de interesses muito diversificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pluralismo é menor que nos sistemas políticos europeus; mas convém lembrar que não há só dois candidatos. Bush não teve de enfrentar adversários nas primárias, mas Kerry teve de defrontar rivais democratas que representavam um espectro muito alargada de posições políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vantagem adicional de ter um sistema de dois partidos é a criação de mandatos sólidos. Não há nos EUA a experiência europeia de governos de coligação fraccionários e instáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o poder do Presidente é fortemente controlado pelo Congresso. Até quando Casa Branca e Congresso têm a mesma cor política (como agora), o poder do Presidente não é absoluto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109928862370888276?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928862370888276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928862370888276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109928862370888276' title='Em defesa do colégio eleitoral III: E os terceiros partidos?&#xD;&#xA;'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109928858233896672</id><published>2004-11-01T05:55:00.000Z</published><updated>2004-11-01T05:56:22.336Z</updated><title type='text'>Em defesa do colégio eleitoral II: A cidade e as serras</title><content type='html'>Um resultado óbvio do colégio eleitoral é que os candidatos gastam o seu tempo e recursos de campanha num punhado de estados indecisos, e não nos grandes centros populacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três maiores dos Estados Unidos (Califórnia, Texas, Nova Iorque) foram praticamente ignorados pelas duas campanhas; os candidatos só lá foram para ganhar atenção dos “media” nacionais e para angariar fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é porque Nova Iorque e Califórnia são estados “seguros” para os democratas, e o Texas é garantido para os republicanos. Em vez disso, Bush e Kerry andaram pelos mais pequenos Florida, Ohio e Pensilvânia, ou pelos ainda mais pequenos Iowa ou New Hampshire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso agradaria aos fundadores da nação. Se o sistema fosse meramente maioritário, os candidatos tenderiam a concentrar-se nos estados maiores, ignorando os menos populosos. Isso contradiz o princípio básico dos EUA — que não são um país unificado como Portugal mas sim uma república federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais: se ganhasse quem tem mais votos, logicamente os candidatos investiriam mais no apelo aos eleitores dos grandes centros urbanos onde se concentram mais pessoas. Ou seja, em todas as eleições os candidatos falariam essencialmente para os habitantes de Nova Iorque, Chicago, Los Angeles e Houston.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a cada ciclo eleitoral os “swing states” mudam ligeiramente, os candidatos têm de falar para um leque mais alargado e diversificado de eleitorados, e têm de se dirigir não apenas às grandes metrópoles mas também às zonas rurais — há um equilíbrio entre as “cidades” e as “serras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política americana mudaria radicalmente num sistema “um homem, um voto”. As políticas dos candidatos estariam mais viradas para os interesses dos habitantes das grandes cidades que para as aspirações das zonas rurais. Se isso seria bom ou mau, depende da opinião de cada um (ou do sítio onde se vive).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109928858233896672?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928858233896672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928858233896672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109928858233896672' title='Em defesa do colégio eleitoral II: A cidade e as serras'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109928847201704004</id><published>2004-11-01T05:54:00.000Z</published><updated>2004-11-01T05:54:32.016Z</updated><title type='text'>Em defesa do colégio eleitoral I: A intenção dos fundadores</title><content type='html'>É amanhã. Os americanos vão votar, e vão escolher um novo Presidente. O resultado pode não se saber imediatamente. É possível que o processo de apuramento do vencedor se arraste por vários dias, ou até semana, como há quatro anos aconteceu por causa da trapalhada na Florida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é possível que, como em 2000 o candidato eleito não seja o que tem mais votos, por causa do sistema do colégio eleitoral. Se isso acontecer, a América ficará ainda mais polarizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltará a haver apelos a abolir o colégio eleitoral, e adoptar um sistema mais simples — ganha quem tem mais votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colégio eleitoral não é contudo um sistema tão absurdo como parece. Há argumentos para justificar a sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fundadores dos Estados Unidos conceberam o colégio eleitoral como mecanismo de impedir que os estados mais populosos tiranizassem os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma preocupação especial em relação à Virgínia — o estado de George Washington, que na altura tinha uma população desproporcionalmente grande em relação às outras 12 ex-colónias britânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também havia o receio de sobrevalorizar o poder dos maiores centros urbanos em relação às zonas rurais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109928847201704004?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928847201704004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928847201704004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109928847201704004' title='Em defesa do colégio eleitoral I: A intenção dos fundadores'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109928844470389742</id><published>2004-11-01T05:53:00.000Z</published><updated>2004-11-01T05:54:04.703Z</updated><title type='text'>Um empate</title><content type='html'>As sondagens não ajudam. Está tudo empatado. Quer olhando para &lt;A HREF="http://www.nowchannel.com/national/"&gt;as sondagens a nível nacional&lt;/A&gt;, para &lt;A HREF="http://www.nowchannel.com/swing/"&gt;as sondagens nos “swing states”&lt;/A&gt; ou para as computações do &lt;A HREF="http://www.electoral-vote.com/"&gt;voto no colégio eleitoral&lt;/A&gt;, tudo está dentro da margem de erros das sondagens entre Bush e Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que apareçam sondagens de última hora com um retrato mais concludente da situação — mas não é provável. Esta vai ser, como a de 2000, uma das eleições mais renhidas de sempre.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109928844470389742?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928844470389742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109928844470389742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109928844470389742' title='Um empate'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109911115385434101</id><published>2004-10-30T05:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-30T05:39:13.853+01:00</updated><title type='text'>Nós sabemos onde eles vivem</title><content type='html'>A mais importante das corridas ao Senado ocorre no bucólico Dakota do Sul. O líder democrata no Senado, Tom Daschle, é um alvo privilegiado dos republicanos, que investiram rios de dinheiro para garantir o triunfo do seu candidato, John Thune.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daschle também tem muitos financiamentos, e esta será a corrida mais cara ao Senado deste ano — &lt;A HREF="http://www.rapidcityjournal.com/articles/2004/10/01/election/us_senate/942senate.txt"&gt;e tem um resultado imprevisível&lt;/A&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma ironia curiosa que seja no pouco povoado Dakota do Sul (população: 700 mil pessoas, das quais menos de metade irão votar) que se trave esta batalha. E se os métodos de campanha são sofisticados em todos os EUA, neste estado de população reduzida a sofisticação atingiu níveis inéditos: elementos da campanha de Daschle afirmam ter identificado todos os 10 mil eleitores ainda indecisos — e acrescenta que &lt;A HREF="http://abcnews.go.com/Politics/wireStory?id=210260&lt;br /&gt;"&gt;até sabem os nomes de cada um!&lt;/A&gt; (ver o antepenúltimo parágrafo da notícia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109911115385434101?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109911115385434101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109911115385434101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109911115385434101' title='Nós sabemos onde eles vivem'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109911050255640267</id><published>2004-10-30T05:24:00.000+01:00</published><updated>2004-10-30T05:28:22.556+01:00</updated><title type='text'>Acabou a corrida do dinheiro</title><content type='html'>Na América não há a tradição do “dia de reflexão”; mas há mesmo assim uma data-limite importante. À meia-noite da sexta-feira anterior ao dia das eleições, deixa de ser permitido &lt;A HREF="https://www.democrats.org/support/kerry.html?dsc=NETE041"&gt;fazer doações para campanhas políticas&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, finalmente acabou a “corrida do dinheiro”, no ciclo eleitoral mais caro de sempre. Algumas estimativas apontam para um gasto total (incluindo corridas presidenciais, ao Congresso federal e eleições estaduais e locais) na ordem dos 1300 milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda se pode continuar a gastar dinheiro na campanha americana. A lei não proíbe contribuir para os comités legais formados por ambos os candidatos para travar batalhas jurídicas por eventuais problemas no escrutínio dos votos. Ou seja, se houver uma “nova Florida”, a batalha do dinheiro continua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109911050255640267?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109911050255640267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109911050255640267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109911050255640267' title='Acabou a corrida do dinheiro'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109911017990611250</id><published>2004-10-30T05:15:00.000+01:00</published><updated>2004-10-30T05:22:59.906+01:00</updated><title type='text'>O momento mais surreal da campanha</title><content type='html'>Esta campanha já teve muitos momentos dramáticos, humorísticos, inesperados ou surreais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada — nada — pode bater &lt;A HREF="http://www.votenader.org/contribute/store2.php?cid=39"&gt;isto&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustrado por não poder participar nos debates presidenciais com Bush e Kerry, o candidato independente Ralph Nader resolveu encenar o seu próprio debate a três. Num momento de inspiração beckettiana, decidiu filmar um debate consigo e com &lt;A HREF="http://www.kintera.org/site/apps/ka/ec/product.asp?c=luIWLaP4G&amp;b=139415&amp;en=nsJQLUOHJhIKJ1POJcJJI4MRKoJUL6PKJfJWI7MJIgKKKZOMJlKYIjJ&amp;ProductID=124629"&gt;George W. Bush e John Kerry representados por bonecos&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog confessa que, se tivesse visto noutro site a imagem de Nader a debater com as “action figures” de Kerry e Bush, acharia que era uma sátira montada artificialmente. Mas a foto está no &lt;A HREF="http://www.votenader.org"&gt;próprio site oficial de Nader&lt;/A&gt; — e ainda há um vídeo do “debate”, em Quicktime ou WMD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda: é possível comprar &lt;A HREF="http://www.votenader.org/contribute/store2.php?cid=39"&gt;o DVD do debate&lt;/A&gt; entre Nader e duas figuras de plástico. Este blog não sabe se consegue resistir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109911017990611250?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109911017990611250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109911017990611250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109911017990611250' title='O momento mais surreal da campanha'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109910965926888670</id><published>2004-10-30T05:07:00.000+01:00</published><updated>2004-10-30T05:14:19.266+01:00</updated><title type='text'>Bin Laden entra pela campanha dentro</title><content type='html'>Osama bin Laden entrou na campanha eleitoral americana. O chefe da Al-Qaeda &lt;A HREF="http://www.ledger-enquirer.com/mld/ledgerenquirer/news/politics/10052302.htm"&gt;gravou um video&lt;/A&gt; em que reconhece directamente a responsabilidade pelo 11 de Setembro e comenta as presidenciais de terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois candidatos &lt;A HREF="http://news.xinhuanet.com/english/2004-10/30/content_2157138.htm"&gt;já se pronunciaram&lt;/A&gt; sobre as novas ameaças de Bin Laden. Quem será &lt;A HREF="http://olympics.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=politicsNews&amp;storyID=6664677"&gt;beneficiado pela intervenção&lt;/A&gt; do terrorista? Por outras palavras, em quem vota Osama? A Reuters diz que Bush é quem tem a ganhar, mas há outras interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, uma suspeita deste blog: &lt;A HREF="http://www.fahrenheit911.com/"&gt;Osama bin Laden viu “Fahrenheit 911”&lt;/A&gt;, o filme anti-Bush de Michael Moore! Ou pelo menos ouviu falar dele. Afinal, no novo vídeo, Bin Laden fala expressamente sobre como Bush “lia um livro sobre uma menina e a sua cabra” — uma referência a “My Pet Goat”, o livro infantil que Bush lia a crianças quando foi informado do ataque. Só depois do filme de Moore é que este pormenor se tornou verdadeiramente popularizado. Terá o DVD do filme de Moore chegado a Bin Laden?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109910965926888670?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109910965926888670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109910965926888670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109910965926888670' title='Bin Laden entra pela campanha dentro'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109901881613451297</id><published>2004-10-29T03:57:00.000+01:00</published><updated>2004-10-29T04:00:16.133+01:00</updated><title type='text'>Voto postal com problemas</title><content type='html'>Muitos americanos &lt;A HREF="http://www.summitdaily.com/article/20041027/NEWS/110270027"&gt;já começaram a votar&lt;/A&gt;, fazendo prever uma abstenção menor que o habitual. Muitos fizeram-no por correio (no Oregon, o único método de voto é o postal), mas já houve problema — &lt;A HREF="http://bellaciao.org/en/article.php3?id_article=4033"&gt;inevitavelmetne, na Florida&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109901881613451297?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109901881613451297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109901881613451297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109901881613451297' title='Voto postal com problemas'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109901865254982762</id><published>2004-10-29T03:56:00.000+01:00</published><updated>2004-10-29T03:57:32.550+01:00</updated><title type='text'>Observadores internacionais</title><content type='html'>Esta sera a primeira eleição presidencial americana com observadores internacionais — pedidos por vários grupos americanos depois do imbróglio na Florida em 2000. O “Christian Science Monitor” &lt;A HREF="http://www.csmonitor.com/2004/1021/p11s02-uspo.html"&gt;foi averiguar o que eles vão fazer&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109901865254982762?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109901865254982762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109901865254982762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109901865254982762' title='Observadores internacionais'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109901845013077530</id><published>2004-10-29T03:51:00.000+01:00</published><updated>2004-10-29T03:54:10.130+01:00</updated><title type='text'>Se houver empate</title><content type='html'>A Constituição americana prevê uma série de mecanismos caso o voto no colégio eleitoral &lt;A HREF="http://caselaw.lp.findlaw.com/data/constitution/amendment12/"&gt;acabe empatado&lt;/A&gt; — &lt;A HREF="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A439-2004Oct26.html?nav=rss_topnews&lt;br /&gt;"&gt;um cenário improvável mas não impossível&lt;/A&gt;: há 33 combinações matemáticas que podem produzir esse resultado. Quem seria Presidente então? &lt;A HREF="URL"&gt;Esta resposta&lt;/A&gt; é bastante rebuscada, mas interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109901845013077530?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109901845013077530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109901845013077530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109901845013077530' title='Se houver empate'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109901824524594197</id><published>2004-10-29T03:48:00.000+01:00</published><updated>2004-10-29T03:50:45.246+01:00</updated><title type='text'>Economist com Kerry</title><content type='html'>A revista “The Economist” (britânica, mas com uma redacção e muitos leitores nos EUA) &lt;A HREF="http://economist.com/opinion/displayStory.cfm?story_id=3329802"&gt;apoiou Kerry&lt;/A&gt; num editorial, apesar de ter recomendado o voto em George W. Bush há quatro anos. A Editor &amp; Publisher &lt;A HREF="http://www.editorandpublisher.com/eandp/news/article_display.jsp?vnu_content_id=1000693736"&gt;mantém um registo&lt;/A&gt; dos “endorsements” na imprensa americana; hoje, Kerry ganhou o de três jornais no Wisconsin, um “estado decisivo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109901824524594197?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109901824524594197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109901824524594197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109901824524594197' title='Economist com Kerry'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109893254457045421</id><published>2004-10-28T01:17:00.000+01:00</published><updated>2004-10-28T04:02:24.570+01:00</updated><title type='text'>Dos leitores: Problemas de contagem e tradição, campanhas comparadas</title><content type='html'>Albano Silva escreve sobre a possibilidade de demorar alguns dias a conhecer-se o resultado das eleições americanas, e de o escrutínio ser novamente objecto de longas batalhas jurídicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Como é possível que a maior democracia do mundo, ou que assim se diz, não consiga realizar umas eleições sem incidentes? É assim tão difícil contar votos? Será o problema de uma nação recente e sem história, que não tem tradições e não pode recorrer às lições do passado?”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem — não. Na verdade, o problema é exactamente o contrário: as instituições eleitorais americanas são as mais antigas do mundo (com a possível excepção inglesa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA só existem há pouco mais de dois séculos, mas a estrutura do sistema eleitoral e muitas das suas regras mantêm-se exactamente as mesmas desde a fundação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a forte intenção federal dos fundadores dos EUA que faz com que o sistema do colégio eleitoral continue a existir; da mesma forma, é uma herança antiga o facto de a maquinaria de voto variar de estado para estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão seguinte foi enviada por Rui Marques, da revista &lt;A HREF="http://www.meiosepublicidade.pt "&gt;Meios &amp; Publicidade&lt;/A&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“ Quais os aspectos que o surpreenderam mais na comunicação dos partidos republicano e democrata? Isto é, o que é que lhe pareceu mais estranho ou até insólito, em comparação com a forma  europeia de realizar campanhas eleitorais”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil uma resposta breve para falar das diferenças entre campanhas nos EUA e na Europa. De qualquer forma, três pontos essenciais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A América é muito grande. Portugal tem dez milhões de habitantes em 92 mil quilómetros quadrados; a América tem 270 milhões de pessoas e quase 9 milhões de quilómetros quadrados de território. &lt;br /&gt;O país é demasiado grande para a “política a retalho”; com excepção da fase inicial das campanhas, nas primárias, em que os candidatos têm de percorrer os estados (relativamente pequenos) do Iowa e do New Hampshire, não é possível fazer propaganda através de visitas a feiras e mercados. &lt;br /&gt;Os candidatos fazem comícios, mas apenas para os media; a comunicação com o eleitorado é essencialmente electrónica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Tempos de antena: não há. Nos EUA não há tempos de antena gratuitos e isso implica que os candidatos têm de comprar o espaço publicitário. Como o financiamente estadual é limitado, isso implica grandes máquinas de angariação de fundos.&lt;br /&gt;Também é permitido o uso de anúncios “negativos” — não em defesa de um candidato, mas atacando um rival. Outro factor completamente diferente da política europeia é a possibilidade de terceiros (grupos teoricamente independentes) comprarem anúncios, normalmente “negativos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—A mobilização: a comunicação dos candidatos com o eleitorado é essencialmente através dos “media”, mas simultaneamente as campanhas fazem enormes esforços de “grass roots”. &lt;br /&gt;Recrutando voluntários (ou profissionais pagos), as campanhas têm legiões de “ground workers” a percorrer (sobretudo) os estados cruciais, falando com eleitores, participando em esforços de recenseamento, organizando “phone banks” de telemarketing.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109893254457045421?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109893254457045421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109893254457045421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109893254457045421' title='Dos leitores: Problemas de contagem e tradição, campanhas comparadas'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109889501457736750</id><published>2004-10-27T17:29:00.000+01:00</published><updated>2004-10-27T17:40:02.700+01:00</updated><title type='text'>Eminem vai à luta</title><content type='html'>O rapper Eminem fez o vídeo &lt;A HREF="http://www.jsonline.com/onwisconsin/music/oct04/269737.asp"&gt;mais político da sua carreira&lt;/A&gt;— e estreou-o a uma semana das eleições. A canção “Mosh” tem um tema claramente anti-Bush, mas o videoclip é ainda mais claro: Eminem está contra George W. Bush, e apela aos seus fãs que vão votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eminem não é particularmente conhecido pelo seu activismo político — os seus alvos já incluíram Lynne Cheney e Tipper Gore, ele já se vestiu de Osama bin Laden num vídeo, mas normalmente os seus raps são ataques a boy bands, rappers rivais, ou a própria mãe. No entanto, o &lt;A HREF="http://www.mtv.com/sitewide/apps/mediaplayer/index.jhtml?vid=37241&amp;orgID=2&amp;gateway=news&amp;paid=502642&amp;section_0=news&amp;section_1=articles&amp;section_2=1493010&amp;section_3=20041025&amp;section_4=index.jhtml&amp;refURL=/news/articles/1493010/20041025/index.jhtml&amp;adPth=/adsetup/news/articles/&amp;adPN=index"&gt;vídeo de “Mosh”&lt;/A&gt; é uma declaração política fortíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eminem é importante? Bem, neste ponto da corrida, é difícil que um clip a promover um álbum de rap que sai a 16 de Novembro vá ter um grande efeito. Mas é um facto mais relevante que, por exemplo, a “tournée” Vote For Change, que levou à estrada artistas anti-Bush como Bruce Springsteen, R.E.M. ou Dixie Chicks; na América actual, Eminem vende mais discos que estes músicos todos juntos. E o seu público é composto por jovens, e por muitos negros — a faixa demográfica que normalmente regista maiores taxas de abstenção. Enfim, mesmo que o seu efeito eleitoral seja nulo, o vídeo &lt;A HREF="http://www.mtv.com/sitewide/apps/mediaplayer/index.jhtm?vid=37241&amp;orgID=2&amp;gateway=news&amp;paid=502642&amp;section_0=news&amp;section_1=articles&amp;section_2=1493010&amp;section_3=20041025&amp;section_4=index.jhtml&amp;refURL=/news/articles/1493010/20041025/index.jhtml&amp;adPth=/adsetup/news/articles/&amp;adPN=index"&gt;é interessante&lt;/A&gt;, e para quem se interessar pelo género, a música é produzida por Dr. Dre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109889501457736750?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109889501457736750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109889501457736750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109889501457736750' title='Eminem vai à luta'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109882472011912614</id><published>2004-10-26T22:01:00.000+01:00</published><updated>2004-10-26T22:05:20.120+01:00</updated><title type='text'>Parentes de Bush por Kerry</title><content type='html'>A família Bush é famosa por ser unida e por valorizar imenso a lealdade. Mas é também uma família muito grande — tanto que alguns primos afastados de George W. Bush &lt;A HREF="http://www.bushrelativesforkerry.com/pages/1/index.htm"&gt;criaram um site de apoio a Kerry&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção, a família Bush é mesmo muito vasta. Alguns genealogistas encontram laços de parentesco entre Bush e &lt;A HREF="http://www.rense.com/general29/links.htm"&gt;Winstons Churchill e a família real britânica&lt;/A&gt;. De resto, segundo o livro de Peter e Rochelle Schweitzer “The Bushes”, até George W. Bush e John Kerry são primos (muito) afastados — partilham ancestrais do século XVI.&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109882472011912614?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109882472011912614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109882472011912614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109882472011912614' title='Parentes de Bush por Kerry'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109882379299479062</id><published>2004-10-26T21:46:00.000+01:00</published><updated>2004-10-26T21:49:52.993+01:00</updated><title type='text'>Elvis toma conta do “show”</title><content type='html'>A imprensa americana dedica as suas primeiras páginas de hoje à corrida presidencial, como tem sido hábito nos últimos dias, e a vedeta é… Bill Clinton. O regresso do ex-presidente à campanha eclipsou Bush e até o próprio Kerry. Se o efeito Clinton vai ou não ajudar o candidato democrata, ainda é cedo para saber. Mas não há dúvidas de que Kerry não vai repetir o erro de Al Gore, que minimizou o papel do popular ex-presidente na sua campanha de 2000: Clinton está a fazer &lt;A HREF="http://www.miami.com/mld/miamiherald/10015096.htm"&gt;campanha a todo o vapor&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109882379299479062?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109882379299479062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109882379299479062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109882379299479062' title='Elvis toma conta do “show”'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109882319596882846</id><published>2004-10-26T21:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-26T21:39:55.970+01:00</updated><title type='text'>Pode-se confiar nas sondagens?</title><content type='html'>As sondagens não ajudam muito a prever o resultado destas eleições. Ora aparece Bush ora Kerry à frente. Mesmo ignorando as sondagens a nível nacional (relativamente irrelevantes, tendo em conta o sistema eleitoral americano), as sondagens estado-a-estado também mostram grandes discrepâncias entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;A HREF="http://jornal.publico.pt/2004/10/26/Destaque/X01CX06.html"&gt;Este artigo&lt;/A&gt; procura explicar os problemas que se deparam aos institutos de sondagens numa corrida que se antevê muito renhida. O “pollster” Mickey Carroll, do prestigiado instituto Quinnipiac, diz que se pode confiar nas sondagens, porque que os principais estudos a nível nacional “estão separadas por poucos pontos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só algumas é que mostram grandes diferenças. A maioria das outras estão muito próximas”, com os dois candidatos separados por percentagens dentro da margem de erro, afirma Carroll. “Ou estão todas certas ou estão todas erradas. A beleza das sondagens políticas é que [na terça-feira] vamos saber se tinham razão.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109882319596882846?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109882319596882846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109882319596882846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109882319596882846' title='Pode-se confiar nas sondagens?'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109873302038409138</id><published>2004-10-25T20:34:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T20:37:00.383+01:00</updated><title type='text'>Um dia na vida de um candidato</title><content type='html'>John Kerry esteve hoje em Filadélfia à hora do almoço. De manhã, estivera no New Hampshire. À tarde, seguia para o Michigan, e acabava o dia no Wisconsin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog não tem um planisfério à mão e não pode dar distâncias exactas, mas as viagens de Kerry são mais ou menos o equivalente a isto: começar o dia em Dublin, almoçar no Porto, seguir para Berlim, acabar o dia em Varsóvia. O calendário de Bush é igualmente exaustivo. É o problema de fazer campanha num país tão grande, com o problema adicional de os estados “indecisos” não estarem todos concentrados no mesmo sítio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109873302038409138?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109873302038409138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109873302038409138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109873302038409138' title='Um dia na vida de um candidato'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109873285088433513</id><published>2004-10-25T20:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T20:34:10.893+01:00</updated><title type='text'>Renquist no hospital</title><content type='html'>O juiz-presidente do Supremo Tribunal dos EUA, William Rehnquist, &lt;A HREF="http://www.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=healthNews&amp;storyID=6602366"&gt;foi hospitalizado&lt;/A&gt; para uma intervenção cirúrgica. A saúde de Rehnquist vai aumentar ainda mais a importância de um tema que já é crucial — a nomeação de novos juízes para o Supremo pelo próximo Presidente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109873285088433513?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109873285088433513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109873285088433513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109873285088433513' title='Renquist no hospital'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109873266022696918</id><published>2004-10-25T20:21:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T20:31:00.226+01:00</updated><title type='text'>Figuras secundárias em Filadélfia</title><content type='html'>Desde a ex-senadora do Illinois e ex-candidata á presidência Carol Moseley Braun ao actual governador da Pensilvânia, passando por músicos e até um jogador de futebol dos Philadelphia Eagles, muita gente passou pelo palco de Clinton e Kerry em Filadélfia. Aproveitando a boleia de uma visita do candidato à Casa Branca, o Partido Democrata local colocou em frente às câmaras uma série de figuras locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte falava menos de um minuto, fazia uma crítica a Bush, um elogio a Kerry, uma evocação da presidência de Clinton, e despedia-se. Joe Hoeffel, candidato ao Senado pela Pensilvânia, falou um pouco mais, atacando o seu rival de Novembro, o republicano Arlen Specter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais eloquente dos “opening acts” foi o governador da Pensilvânia, Ed Rendell, apesar de um pequeno lapso (disse que nenhum político tinha sido melhor para Filadélfia que o 43º Presidente, quando se queria referir a Clinton; na verdade, Clinton foi o 42º, George W. Bush é que é o 43º). “Fechem os olhos 30 segundos e recordem-se do dia 1 de Janeiro de 2001”, apelou Rendell, enumerando uma série de indicadores do sucesso económico de Clinton, e recordando ainda tempos em que “a América era respeitada e admirada no mundo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109873266022696918?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109873266022696918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109873266022696918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109873266022696918' title='Figuras secundárias em Filadélfia'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109873205020805565</id><published>2004-10-25T20:15:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T20:20:50.206+01:00</updated><title type='text'>Philly loves Clinton</title><content type='html'>Acabou há hora e meia um comício em Filadélfia com Bill Clinton e John Kerry. O candidato democrata à presidência era o cabeça de cartaz, mas o ex-presidente, como de costume, acabou por ser a estrela da companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clinton definiu esta eleição como uma escolha entre “o medo e a esperança” (Bush é o “medo”; Kerry a “esperança“), prometeu que com Kerry a América voltará a uma via multilateralista, e gabou os feitos económicos da última Administração democrata (a sua).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recepção de Filadélfia a Clinton foi nada menos que eufórica. Mais até que a Kerry. Sempre que um dos oradores que os precedeu mencionava o nome de Clinton, a audiência (20 mil pessoas - muita gente para um comício nos EUA) ia ao rubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clinton continua a ser muito popular nos EUA, mas em Filadélfia é particularmente forte; “Philly” tem uma grande população negra, e o eleitorado mais leal ao ex-presidente continua a ser o dos afro-americanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109873205020805565?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109873205020805565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109873205020805565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109873205020805565' title='Philly loves Clinton'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109867145930235060</id><published>2004-10-25T03:26:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T03:30:59.303+01:00</updated><title type='text'>Parem as máquinas - Bush é inteligente</title><content type='html'>Um dos ataques favoritos dos críticos de Bush é que o homem não deve muito à inteligência. A crítica é patentemente injusta — não se chega a Presidente dos EUA sendo-se um mentecapto. Mas quão inteligente é de facto Bush? &lt;A HREF="http://vdare.com/sailer/kerry_iq_lower.htm"&gt;Muito, e até mais que Kerry&lt;/A&gt;, acreditando no site conservador VDare, que apresenta argumentos para calcular o QI de Bush em 120 (um número que o colocaria acima de 85 por cento da população mundial).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109867145930235060?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109867145930235060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109867145930235060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109867145930235060' title='Parem as máquinas - Bush é inteligente'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109865175430365949</id><published>2004-10-24T21:58:00.000+01:00</published><updated>2004-10-24T22:02:34.303+01:00</updated><title type='text'>Mais jornais pronunciam-se</title><content type='html'>No penúltimo domingo antes das eleições, mais jornais fizeram o seu “endorsement”. Dois imporantes, com recomendações esperadas: embora com algumas reservas, o &lt;A HREF="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A57584-2004Oct23.html"&gt;“Washington Post” apoia Kerry&lt;/A&gt; e o &lt;A HREF="http://www.chron.com/cs/CDA/ssistory.mpl/editorial/2862496"&gt;“Houston Chronicle”&lt;/A&gt; apoia Bush; ambos os jornais explicam eloquentemente as suas opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na contagem da &lt;A HREF="http://www.editorandpublisher.com/eandp/news/article_display.jsp?vnu_content_id=1000683265"&gt;"Editor and Publisher”&lt;/A&gt;, Kerry vai bem à frente em termos de apoios da imprensa. Quem vai ganhar as eleições, isso &lt;A HREF="http://www.electoral-vote.com/"&gt;continua muito indefinido&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109865175430365949?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109865175430365949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109865175430365949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109865175430365949' title='Mais jornais pronunciam-se'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109851647662350997</id><published>2004-10-23T08:24:00.000+01:00</published><updated>2004-10-23T08:28:35.990+01:00</updated><title type='text'>Clinton para a ONU?</title><content type='html'>Uma consequência secundária mas não dispicienda das presidenciais americanas: o futuro político da família Clinton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a UPI, &lt;A HREF="http://washingtontimes.com/upi-breaking/20041020-025642-9944r.htm"&gt;Bill Clinton está a pensar em suceder a Kofi Annan&lt;/A&gt; como secretário-geral da ONU. Isso só será possível com uma vitória de John Kerry — sem o apoio da Casa Branca, dificilmente Clinton teria hipóteses. Por outro lado, se ganhar Bush, os Clintons irão concentrar-se noutra meta: &lt;A HREF="http://www.votehillary.org/"&gt;levar Hillary à presidência&lt;/A&gt; em 2008.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109851647662350997?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109851647662350997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109851647662350997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109851647662350997' title='Clinton para a ONU?'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109851625563506613</id><published>2004-10-23T08:21:00.000+01:00</published><updated>2004-10-23T08:24:15.636+01:00</updated><title type='text'>Métodos de previsão</title><content type='html'>O PÚBLICO já escreveu este mês sobre &lt;A HREF="http://jornal.publico.pt/2004/10/08/Mundo/I10CX01.html"&gt;indicadores alternativos para prever&lt;/A&gt; o resultado das eleições, incluindo clássicos como “ganha o candidato mais alto” ou “ganha o republicano se ele vencer no Ohio”. Mas este artigo no “Cornell Sun” &lt;A HREF="http://www.cornellsun.com/vnews/display.v/ART/2004/10/06/4163650d70800"&gt;traz ainda mais alguns&lt;/A&gt;, incluindo o favorito deste blog: ganha o candidato de cujo rosto se venderem mais máscaras no Halloween. Este indicador favorece Bush: segundo o artigo, 55 por cento das máscaras de Halloween com caricaturas dos candidatos tinham o rosto do Presidente, bem à frente das carantonhas de Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109851625563506613?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109851625563506613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109851625563506613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109851625563506613' title='Métodos de previsão'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109841934870138266</id><published>2004-10-22T05:25:00.000+01:00</published><updated>2004-10-22T05:29:08.703+01:00</updated><title type='text'>Data de validade incerta</title><content type='html'>Sendo o objectivo deste blog acompanhar a campanha para as presidenciais americanas de 2 de Novembro, o seu tempo de vida é limitado — no máximo uma semana depois do dia das eleições, talvez até dia 9, tempo suficiente para apurar quem ganha e fazer um balanço da campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa é a perspectiva optimista. Se as coisas correrem mal — &lt;A HREF="http://slate.com/Default.aspx?id=2108339&amp;MSID=1226D241DEE34A22B6BFD101B2BC9192"&gt;e há várias maneiras de as coisas correrem mal&lt;/A&gt;, a 9 de Novembro pode não se saber ainda quem ganhou. Pois é: a hipótese de um processo arrastado, como em 2000, não é de todo impossível. Sobretudo porque, como em 2000, &lt;A HREF="http://www.maristpoll.marist.edu/usapolls/PZ041021.htm"&gt;os candidatos aparecem empatados&lt;/A&gt; nas sondagens, a poucos dias das eleições.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109841934870138266?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109841934870138266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109841934870138266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109841934870138266' title='Data de validade incerta'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109832291968635709</id><published>2004-10-21T02:38:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T02:41:59.686+01:00</updated><title type='text'>Conversas com Deus</title><content type='html'>Pat Robertson, reverendo fundador da organização da direita cristã Christian Coalition, disse que &lt;A HREF="http://www.usatoday.com/news/politicselections/nation/president/2004-10-20-robertson-bush_x.htm?POE=NEWISVA"&gt;Deus o havia avisado de que a guerra ia ser um desastre&lt;/A&gt;. Robertson, que foi candidato à presidência nos anos 90, acrescenta que partilhou esta revelação com Bush, mas que o Presidente lhe disse que os EUA “não iam sofrer baixas nenhumas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robertson divulgou agora os detalhes da sua conversa com Bush. Mais detalhes sobre as conversas de Roberson com Deus: Ele disse a Robertson que Bush vai ganhar as eleições.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109832291968635709?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109832291968635709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109832291968635709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109832291968635709' title='Conversas com Deus'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109832249180658337</id><published>2004-10-21T02:32:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T02:34:51.806+01:00</updated><title type='text'>Mais um jogo dos presidentes</title><content type='html'>O Christian Science Monitor inclui no seu site mais um &lt;A HREF="http://csmonitor.com/specials/decision2004/powerpolitics/index.html"&gt;jogo online&lt;/A&gt; de simulação da campanha eleitoral. Este blog ouviu dizer que este jogo está particularmente bem feito, e é gratuito, mas hélas, não o pode confirmar — o Power Politics III só funciona em PC com Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109832249180658337?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109832249180658337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109832249180658337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109832249180658337' title='Mais um jogo dos presidentes'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109830904845879331</id><published>2004-10-20T22:46:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T22:50:48.456+01:00</updated><title type='text'>A revolução adiada no Colorado</title><content type='html'>A 2 de Novembro, os cidadãos do Colorado vão votar num importante referendo sobre a mudança do seu sistema eleitoral; se fosse aprovado, o referendo iria (com efeitos retroactivos) atribuir os votos do estado no colégio eleitoral de forma proporcional e não segundo o esquema “winner takes all”. Mas, segundo uma sondagem Gallup/“USA Today”, &lt;A HREF="http://www.usatoday.com/news/politicselections/nation/polls/2004-10-18-colorado-poll.htm"&gt;o referendo deverá ser derrotado&lt;/A&gt; (os números relevantes estão na quarta tabela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em outros estados também há referendos para fazer alterações importantes ao sistema eleitoral — modificando o sistema das primárias. Um deles é no Oregon, outro é &lt;A HREF="http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?file=/chronicle/archive/2004/10/20/EDGP59C0MI1.DTL"&gt;na Califórnia&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109830904845879331?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109830904845879331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109830904845879331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109830904845879331' title='A revolução adiada no Colorado'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109830873326892039</id><published>2004-10-20T22:43:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T22:45:33.266+01:00</updated><title type='text'>Bush é metodista</title><content type='html'>Neste artigo sobre &lt;A HREF="http://jornal.publico.pt/2004/10/20/Mundo/I07.html"&gt;os problemas de John Kerry&lt;/A&gt; com católicos conservadores, escrevia-se que George W. Bush professa a fé baptista. Não é verdade, como apontou Rogério Morais, um atento correspondente deste blog no Texas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;Na edição do Público de hoje, vem uma informação sobre a fé de George Bush que não está correcta. Em http://jornal.publico.pt/2004/10/20/Mundo/I07.html diz que George Bush é Baptista, como Clinton, o que não está correcto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George Bush é Metodista, que é diferente de Baptista. O pai de George Bush é da Igreja Episcopal e George W. Bush  foi inicialmente da Igreja Prebestiana, tendo mudado para a Metodista quando casou com Laura Bush. Acho que a sua confusão é baseada no facto de o Bush falar que foi convertido por Billy Graham, que é de facto um pastor Baptista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pode ver essa informação, por exemplo, em: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A24634-2004Sep15.html&lt;/I&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109830873326892039?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109830873326892039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109830873326892039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109830873326892039' title='Bush é metodista'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109822983789376866</id><published>2004-10-20T01:46:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T00:50:37.893+01:00</updated><title type='text'>"A Capital" diz não</title><content type='html'>Este post não trará novidades nenhumas aos leitores em Portugal, mas este blog só ficou a saber da notícia graças ao leitor Albano Silva. No mesmo dia em que &lt;A HREF="http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_presidenciaiseua_archive.html#109814000627850350"&gt;neste blog se falava sobre os “endorsements”&lt;/A&gt; nos EUA, e sobre a ausência dessa tradição em Portugal, &lt;A HREF="http://www.acapital.pt/secciones/portada/general.jsp?pIdSeccion=1&amp;rand=1098161738187#"&gt; “A Capital”&lt;/A&gt; pronunciou-se sobre as eleições americanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109822983789376866?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109822983789376866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109822983789376866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109822983789376866' title='&quot;A Capital&quot; diz não'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109822933597279380</id><published>2004-10-20T01:37:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T00:42:15.973+01:00</updated><title type='text'>Mary Poppins e Dick Tracy nas urnas com George Foreman e Michael Jordan</title><content type='html'>Nos EUA o recenseamento eleitoral não é obrigatório. Os eleitores registam-se voluntariamente (o que contribui para explicar as altas taxas de abstenção); é frequente a existência de serviços para angariar eleitores para se registar. Estes serviços são normalmente de voluntários altruístas que querem contribuir para o bem público, ou de voluntários ligados aos partidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também há empresas que registam eleitores por dinheiro. Geralmente, estas empresas funcionam bem — às vezes não. É o caso desta &lt;A HREF="http://www.cleveland.com/news/plaindealer/index.ssf?/base/news/109818540796130.xml"&gt;história fascinante no Ohio&lt;/A&gt;; um indivíduo contratado para recensear eleitores decidiu que dava muito trabalho andar de porta-a-porta a tentar convencer cidadãos a recencear-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem decidiu inventar nomes e moradas. Falta de imaginação ou sentido de humor perverso, ele escolheu nomes como os seguintes: Mary Poppins, Dick Tracy, George Foreman, Michael Jordan. Foi apanhado. A história é tão bizarra que inclui drogas: em vez de dinheiro, este inventivo angariador de eleitores foi pago em “crack”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109822933597279380?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109822933597279380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109822933597279380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109822933597279380' title='Mary Poppins e Dick Tracy nas urnas com George Foreman e Michael Jordan'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109822895712119991</id><published>2004-10-20T01:34:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T00:35:57.120+01:00</updated><title type='text'>Democratas por Bush</title><content type='html'>Tal como há reaganistas por Kerry, também há &lt;A HREF="http://www.georgewbush.com/Democrats/&lt;br /&gt;"&gt;democratas por Bush&lt;/A&gt;. Os exemplos mais famosos são o célebre senador Zell Miller e o ex-“mayor” de Nova Iorque Ed Koch, mas &lt;A HREF="http://democrats4bush.com"&gt;há outros exemplos&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109822895712119991?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109822895712119991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109822895712119991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109822895712119991' title='Democratas por Bush'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109822874644680565</id><published>2004-10-20T01:28:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T00:32:26.446+01:00</updated><title type='text'>Reaganistas por Kerry</title><content type='html'>Fenómeno curioso: vários reaganistas eminentes estão a declarar a sua desilusão com George W. Bush e a professar o seu apoio a John Kerry. &lt;A HREF="http://www.tallahassee.com/mld/democrat/news/opinion/9952426.htm"&gt;Clyde Prestowitz&lt;/A&gt;, que trabalhou nas administrações do “Gipper”, e &lt;A HREF="http://www.salon.com/opinion/feature/2004/09/10/conservatives/print.html"&gt;Doug Bandow&lt;/A&gt;, do libertário Cato Institute, são dois exemplos. O fenómeno é curioso porque Reagan é claramente a figura segundo cujo exemplo Bush quis moldar a sua presidência.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109822874644680565?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109822874644680565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109822874644680565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109822874644680565' title='Reaganistas por Kerry'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109814000627850350</id><published>2004-10-18T23:52:00.000+01:00</published><updated>2004-10-18T23:53:26.276+01:00</updated><title type='text'>Dos leitores: edição mediática, a ética jornalística, desencanto existencial e o Daily Show</title><content type='html'>Rui Fernandes escreve de Lisboa a propósito do &lt;A HREF="http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_presidenciaiseua_archive.html#109803340301934272"&gt;“endorsement” do “New York Times”&lt;/A&gt; a John Kerry:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Causa estranheza ver um jornal, ainda por cima respeitado como o NYT, a mandar palpites sobre eleições. Como é que um leitor pode ter confiança num jornal se esse jornal diz que vai votar no candidato X ou Y?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja, eu até acho muito bem que o NYT diga para votar contra Bush, oxalá os seus conselhos sejam ouvidos. Não percebo é que tipo de jornalismo é que é esse.”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma grande diferença entre as tradições jornalísticas em países anglo-saxónicos e o que estamos habituados em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na imprensa generalista, que este blog se lembre, só por uma vez em tempos recentes é que um jornal português manifestou preferência por um candidato em eleições (“O Independente” nas eleições para a câmara municipal de Lisboa, salvo erro em 1989 — se a referência estiver errada ou se houver outros exemplos, agradecem-se correcções para a morada do costume). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, a imprensa em Portugal tende a manter a neutralidade; opiniões sobre eleições, só em colunas de opinião, e estas vinculam apenas o seu autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, nos EUA a tradição entre a maior parte dos jornais é assumir uma preferência. Quase todos os principais diários americanos aconselham ao voto num dos candidatos; esse “endorsement” é feito em nome do jornal, e é normalmente explicado num artigo não-assinado, publicado na página de editoriais ou de “op-ed” do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando (por exemplo) o “New York Times” apoia um candidato, a sua independência editorial fica comprometida? Bem, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema, em teoria, funciona assim: a decisão do “endorsement” é tomada a nível do conselho editorial do jornal. Este conselho é composto por indivíduos cuja exclusiva responsabilidade é a página editorial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, a opinião de um jornal é deixada a cargo de colunistas convidados ou de articulistas “da casa”. Nos maiores jornais americanos, a opinião do jornal é uma secção separada, o tal conselho editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse conselho está separado do resto da redacção. As opiniões emitidas pelo conselho editorial do “Times” não são o produto de um consenso entre os seus jornalistas. E o trabalho dos jornalistas não é — novamente, em teoria — afectado: a sua obrigação continua a ser de isenção e neutralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, as páginas de editoriais do “Wall Street Journal” são encaradas como extremamente à direita; os seus editoriais, embora critiquem ocasionalmente o Presidente Bush, reflectem normalmente uma posição próxima das alas mais radicais do Partido Republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto, o conteúdo não-opinativo do “Journal” é geralmente aplaudido como isento. O mesmo pode ser dito do “New York Times” — que geralmente apoia políticos democratas, mas cuja cobertura jornalística não denota uma preferência política (evidentemente, há quem ache tanto o “Journal” como o “Times” contaminados por um “bias” de esquerda ou de direita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, ninguém pode ser 100 por cento objectivo. A maior parte dos jornais americanos é rotulado mais “de esquerda” ou “de direita”; alguns cínicos acham que todos os jornais são meros instrumentos de propaganda. Mas, de qualquer forma, em Portugal a maioria dos leitores também achará que o jornal A ou o jornal B é mais “de esquerda”, ou mais “de direita”, sem que esses jornais façam “endorsements”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Fernandes conclui a sua mensagem com um “PS” interessante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“As televisões também apelam ao voto, ou [são só] os jornais [que o fazem]?”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As televisões não costumam fazer “endorsements”, pelo menos as televisões nacionais. A razão? Bem, a resposta deste blog não é científica, mais uma especulação, e novamente agradece-se que os leitores partilhem as suas ideias se tiverem uma teoria melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então: os jornais nos EUA raramente têm dimensão nacional. Mesmo o “Times”, com a sua grande tiragem, não é lido directamente em todo o país (muitos dos seus artigos são lidos em “segunda mão” através de “syndication”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Portugal, em que os principais jornais assumem um estatuto “nacional”, nos EUA a imprensa está regionalmente vinculada. Um diário assume-se como a “voz“ da sua comunidade; as suas posições editoriais são um reflexo do “mainstream” da região em que o jornal se insere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não é de espantar que o “Times”, maior jornal de uma cidade claramente democrata, vote Kerry. Também não será de espantar que o “New York Post”, também nova-iorquino mas cujo público está situado mais à direita, vá apoiar George W. Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, as televisões, tendo um âmbito nacional, não estão vinculadas a uma comunidade. Daí que não se pronunciem sobre eleições — embora, como &lt;A HREF=" http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_presidenciaiseua_archive.html#109764945878860364"&gt;outros leitores já mencionaram&lt;/A&gt;, haja muito para dizer sobre o posicionamento político das televisões americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois disto tudo: o que valem os “endorsements”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma questão de difícil resposta. Tendo em conta a matemática eleitoral, o “endorsement” do “Times“ tem um peso relativo; Nova Iorque, e os estados circundantes onde o jornal é mais lido, já iria votar democrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, que um jornal como o “Indianapolis Star” apoie Bush é mais ou menos irrelevante — o Indiana vai certamente votar republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e nos estados “indecisos”? Aí as coisas poderão ser diferentes. Ambos os candidatos têm recolhido “endorsements” da imprensa nos estados “indecisos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;A HREF=" http://www.editorandpublisher.com/eandp/news/article_display.jsp?vnu_content_id=1000673610"&gt;“Editor and Publisher”&lt;/A&gt; mantém uma contagem dos “endorsements”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de tiragem, os “jornais de Kerry” valem quase o dobro dos “jornais de Bush”. Em estados cruciais como o Ohio e a Florida, Kerry leva clara vantagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que a imprensa americana parece estar mais próxima (por enquanto) do democrata? Três teorias, uma democrata, outra republicana e outra “neutra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira, mais grata aos apoiantes de Kerry, é que estando os jornalistas por definição bem informados, têm opções mais bem fundamentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda, mais grata aos apoiantes de Bush, é que os jornalistas tendem a ser mais “liberais” que a generalidade da população, e por isso tendem a usar os seus preconceitos ao decidir os “endorsements”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira, baseada em especulação demográfica: os jornais estão normalmente baseados em centros urbanos. Nos EUA, em geral, os centros urbanos votam democrata, e as zonas rurais preferem os republicanos. Na lógica de a imprensa ser uma reflexão das suas comunidades, é natural que o candidato democrata saia beneficiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda continuando próximo do jornalismo, Luís Malheiro cita dois artigos nos “media” como tendo-lhe provocado uma angústia existencial sobre o estado do mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Depois de ler a &lt;A HREF="URL"&gt;crónica de Miguel Sousa Tavares&lt;/A&gt; no Público [de 15/10]("Sobreviverá o  mundo a mais 4 anos de Bush?") e depois de ler no Guardian &lt;A HREF="http://www.guardian.co.uk/terrorism/story/0,12780,1327904,00.html"&gt;este artigo&lt;/A&gt; (e de ficar com pena por duvidar muito  seriamente que o documentário tratado alguma vez seja visto em Portugal num horário nobre), ficam-me  dúvidas cada vez mais profundas sobre a confiança que merecem os políticos, os media e o  próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que será que nos vai acontecer se um dia as massas se libertarem do "thought control" e abandonarem esta indiferença letárgica?”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E concluindo esta “edição mediática” do “dos leitores”, Carlos Dias pede ajuda para localizar uma intervenção do mais famoso “fake newsman” da América, Jon Stewart:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Quero só chamar a atenção para o Jon Stewart, que partiu a loiça num programa da CNN e que há um vídeo disso, mas já não o consigo encontrar! Como grande fã do &lt;A HREF=" http://www.comedycentral.com/tv_shows/thedailyshowwithjonstewart/"&gt;Daily Show&lt;/A&gt;, espero que seja possível rever este espectáculo.”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “loiça” a  que o leitor se refere será a do programa Crossfire, da CNN; neste programa, dois apresentadores (um de esquerda, outro de direita) debatem os assuntos políticos do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stewart foi convidado a participar no programa, mas em vez do tom humorístico que os seus anfitriões esperariam, o comediante criticou ferozmente os “media” e em especial programas como “Crossfire”; Stewart acabou mesmo por se zangar &lt;A HREF=" http://www.ifilm.com/filmdetail?ifilmid=2652831&amp;htv=12"&gt;com o co-apresentador do “Crossfire” Tucker Carlson&lt;/A&gt; (o link dá para uma página com vários formatos de vídeo para assistir a um clip de 13 minutos).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109814000627850350?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109814000627850350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109814000627850350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109814000627850350' title='Dos leitores: edição mediática, a ética jornalística, desencanto existencial e o Daily Show'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109813533257731456</id><published>2004-10-18T22:32:00.000+01:00</published><updated>2004-10-18T22:35:32.576+01:00</updated><title type='text'>Faltam duas semanas</title><content type='html'>E Bush vai à frente, &lt;A HREF="http://www.usatoday.com/news/politicselections/nation/polls/usatodaypolls.htm"&gt;segundo as últimas sondagens&lt;/A&gt;. De resto, muitos americanos já começaram a votar — vários estados permitem o “early voting”, e quase todos têm a opção do voto via postal — e na Florida, inevitavelmente, &lt;A HREF="http://www.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=internetNews&amp;storyID=6532888"&gt;já houve problemas&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109813533257731456?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109813533257731456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109813533257731456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109813533257731456' title='Faltam duas semanas'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109813571586954830</id><published>2004-10-18T22:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-18T22:41:55.870+01:00</updated><title type='text'>Jeb não quer ser Presidente</title><content type='html'>Sim, ainda faltam duas semanas para 2 de Novembro, e sim, é um pouco exagerado pensar nas eleições de 2008 quando ainda nem se votou para as eleições de 2004. Mas nos meios políticos americanos a especulação é inevitável. Quem irá ser o candidato democrata em 2008? Se Kerry ganhar, irá certamente concorrer à reeleição — mas e se perder? Hillary Clinton? John Edwards?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado republicano, a especulação é ainda mais forte. Se ganhar, Bush não pode recandidatar-se a um terceiro mandato; se perder, é pouco provável que tente outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, então? John McCain? Rudy Giuliani? Arnold (primeiro é preciso uma revisão constitucional) Schwarzenegger?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tal outro Bush? Jeb Bush, irmão do actual Presidente, foi durante muitos anos considerado o verdadeiro delfim político da família. Tem um feitio e temperamento muito diferentes dos de George W. (ao contrário do irmão, Jeb é um político mais interessado nos “dossiers” e com um estilo menos abrasivo), mas também tem uma carreira política sólida - vai no segundo mandato como governador da Florida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Jeb diz que não está para aí virado. Jeb Bush &lt;A HREF="http://washingtontimes.com/upi-breaking/20041018-123431-8583r.htm"&gt;promete que não quer ir para a Casa Branca&lt;/A&gt;, e que está muito satisfeito em Tallahassee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o Partido Republicano terá de apresentar um não-Bush em 2008. Mas, depois de George H. e George W., haverá ainda uma terceira geração de Bushes na Casa Branca? Enfim, talvez em 2016 ou 2020, senão as gémeas de Laura e George W., pelo menos o &lt;A HREF="http://archives.cnn.com/2000/ALLPOLITICS/stories/08/03/bush.young/"&gt;jovem sobrinho do Presidente&lt;/A&gt; é uma hipótese.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109813571586954830?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109813571586954830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109813571586954830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109813571586954830' title='Jeb não quer ser Presidente'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109803340301934272</id><published>2004-10-17T18:09:00.000+01:00</published><updated>2004-10-17T18:16:43.020+01:00</updated><title type='text'>O "Times" vota Kerry</title><content type='html'>Num post abaixo falava-se dos “endorsements” de jornais, e hoje o mais importante dos diários americanos revelou a sua preferência para as presidenciais: o &lt;A HREF="http://www.nytimes.com/2004/10/17/opinion/17sun1.html?hp"&gt;"New York Times" vota Kerry&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É natural que o “Times” vote Kerry — reflectindo o sentimento político da sua cidade, o “Times” tradicionalmente apoia candidatos democratas. Lendo o editorial em que o jornal justifica a sua opção, é interessante notar no entanto como o habitualmente cuidadoso “Times” se mostra “entusiasticamente” ao lado de Kerry, e como critica ferozmente Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Times" não é o jornal de maior tiragem nos EUA (o “USA Today” e o “Wall Street Journal” têm tiragens maiores), mas é o mais influente no debate público. No entanto, o peso deste “endorsement” tem de ser qualificado — já era esperado que o jornal apoiasse Kerry, e embora respeitadas, as opiniões de um jornal nova-iorquino dificilmente irão alterar as opiniões dos eleitores dos estados mais “indecisos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente de maior importância para Kerry são os apoios de &lt;A HREF="http://www.editorandpublisher.com/eandp/news/article_display.jsp?vnu_content_id=1000673213"&gt;uma série de outros jornais&lt;/A&gt; muito mais pequenos, mas localizados em estados cruciais como  o Ohio e a Florida, que também aconselharam ao voto no democrata nas suas edições de domingo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109803340301934272?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109803340301934272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109803340301934272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109803340301934272' title='O &quot;Times&quot; vota Kerry'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109803294958546268</id><published>2004-10-17T18:04:00.000+01:00</published><updated>2004-10-17T18:09:09.586+01:00</updated><title type='text'>O transmissor de Bush — o mistério aprofunda-se</title><content type='html'>A blogosfera americana andou uns dias entretida com a teoria da conspiração sobre &lt;A HREF="http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_presidenciaiseua_archive.html#109727181753572366"&gt;uma fotografia do casaco de Bush&lt;/A&gt; que mostrava uma misteriosa prega durante o primeiro debate. Ele teria um transmissor escondido no casaco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso um português para dar uma nova dimensão ao mistério. Num ensaio fotográfico para o “New York Times”, Jorge Colombo tirou fotos às costas de uma série de nova-iorquinos — &lt;A HREF="http://www.nytimes.com/imagepages/2004/10/15/opinion/16opart.ready.html?hp"&gt;e os resultados são reveladores&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109803294958546268?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109803294958546268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109803294958546268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109803294958546268' title='O transmissor de Bush — o mistério aprofunda-se'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109788440466502601</id><published>2004-10-16T01:50:00.000+01:00</published><updated>2004-10-16T00:53:24.666+01:00</updated><title type='text'>O voto dos jornais</title><content type='html'>É tradicional na imprensa americana que os jornais declarem o seu apoio a um dos candidatos em eleições. Alguns não o fazem, mas a maioria dá o seu “endorsement” em toda a espécie de eleições. A decisão é tomada pelos gabinetes editoriais do jornal, e (pelo menos em teoria) não compromete a isenção da sua cobertura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que está a situação este ano? A “Editor and Publisher” mantém uma &lt;A HREF="http://www.editorandpublisher.com/eandp/news/article_display.jsp?vnu_content_id=1000663585"&gt;lista de “endorsements”&lt;/A&gt;, com uma característica particularmente útil — os que mudaram o seu “endorsement” da eleição de 2000 anos para agora, de republicano para democrata ou vice-versa. A lista dá grande vantagem a Kerry, mas muitos jornais ainda não se pronunciaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109788440466502601?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109788440466502601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109788440466502601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109788440466502601' title='O voto dos jornais'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109780555472892089</id><published>2004-10-15T02:49:00.000+01:00</published><updated>2004-10-15T03:08:38.933+01:00</updated><title type='text'>Cartas para o Ohio</title><content type='html'>A angústia de não poder participar nas eleições americanas afecta muita gente no resto do mundo; há uma série de sites a fazer “eleições virtuais“. Mas o jornal inglês “The Guardian” vai mais longe; propõe aos seus leitores &lt;A HREF="http://guardian.assets.digivault.co.uk/clark_county/"&gt;que escrevam cartas a eleitores de um município do Ohio&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Guardian” não apela directamente a que as cartas sejam pró-Kerry — mas a política editorial do jornal é bem clara, bem como os três exemplos de cartas escritas por “personalidades” inglesas. A “operação Clark County” é aberta a toda a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é que o “Guardian” arranjou a lista de eleitores de Clark County? Simples; comprou-a por 25 dólares. Este tipo de informação é pública nos EUA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o o leitor estiver entusiasmado pela ideia do “Guardian” e quiser escrever cartas a outros residentes do Ohio ou de outros estados — &lt;A HREF="http://www.voterlistsonline.com/version2/site/page.asp?page_id=home"&gt;pode comprar aqui listas de eleitores&lt;/A&gt;, elaboradas pela firma Aristotle, a um preço módico — 25 dólares por cada mil nomes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;P.S: Se algum dos leitores deste blog resolver escrever uma carta a um eleitor de Clark County e estiver disposto a partilhá-la, é favor enviar o texto para o endereço habitual.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109780555472892089?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109780555472892089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109780555472892089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109780555472892089' title='Cartas para o Ohio'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109779562917437147</id><published>2004-10-15T01:13:00.000+01:00</published><updated>2004-10-15T00:13:49.173+01:00</updated><title type='text'>Notas do último debate</title><content type='html'>Com atraso, aqui vão algumas observações sobre o debate entre George W. Bush e John Kerry no Arizona, quarta à noite (este site tem uma &lt;A HREF=" http://www.enquirer.com/editions/2004/10/14/loc_debatetranscript.html"&gt;transcrição integral&lt;/A&gt; do debate; o “Seattle Times” faz um &lt;A HREF="http://seattletimes.nwsource.com/html/nationworld/2002062695_facts14.html"&gt;“fact check”&lt;/A&gt; das incorrecções proferidas pelos candidatos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•É a guerra, estúpido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate era ostensivamente sobre assuntos “domésticos”. Mas é impossível falar de questões internas sem lembrar a guerra. Ao contrário do que é tradicional nas eleições americanas, o grande tema deste ano não será a economia — mas a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a segurança interna é, por definição, uma questão “doméstica”. O que obriga a falar no terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As preocupações com uma “recruta encapotada” (há quem receie que o prolongar do conflito no Iraque obrigue à reinstituição do serviço militar obrigatório, abolido nos EUA desde o Vietname) também são uma questão “doméstica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, grande parte do debate, sobretudo na fase inicial, foi dominada novamente pela guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Osama não preocupa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerry acusou Bush de se ter obcecado pelo Iraque, e de ignorar Osama bin Laden. “Seis meses depois de [Bush] dizer que queria capturar Osama bin Laden morto ou vivo, perguntaram-lhe, onde é que ele está? E ele respondeu: ‘Não sei. Não penso muito nisso. Não estou muito preocupado.’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush respondeu: “Não acho que alguma vez tenha dito que não estava preocupado com Bin Laden. Acho que isso é um daqueles exageros.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Bush disse de facto algo de muito semelhante, e os democratas rapidamente apontaram para &lt;A HREF=" http://www.upi.com/view.cfm?StoryID=22012002-034743-1472r "&gt;uma citação nesse sentido&lt;/A&gt; de 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Rambo Kerry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os republicanos acusam John Kerry de ser “mole” e indeciso em questões de segurança. O candidato democrata sente por isso necessidade de assegurar que será impiedoso e determinado no combate ao terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerry disse que a sua Administração irá “conduzir uma guerra mais inteligente, mais eficaz contra o terrorismo”, e prometeu “perseguir os terroristas”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vou caçá-los. Vou matá-los. Vou capturá-los, vou fazer o que seja preciso para que [a América] esteja segura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta linguagem “ramboesca”, quase se pode imaginar Kerry a tirar a farda do Vietname do armário, a pegar na M-16 e a saltar da Casa Branca para ir “caçar” e “matar” os terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Roosevelt, Reagan e Kennedy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o terrorismo, Kerry prometeu reconstruir as alianças dos EUA, e citou como exemplos três antigos presidentes americanos: Franklin Roosevelt, Ronald Reagan, John Kennedy. Curiosamente, Kerry citou novamente Reagan (um republicano, e a grande referência ideológica do “bushismo”) mais adiante, quando falava de política fiscal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Orgulho afegão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em questões internacionais, Bush mostrou-se particularmente orgulhoso na realização de eleições no Afeganistão. “O primeiro eleitor foi uma mulher de 19 anos. Pensem nisso. A liberdade avança.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Maiores, mas não vacinados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moderador, Bob Schieffer da televisão CBS, interrogou os candidatos sobre o problema da ausência de vacinas da gripe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush culpou uma firma inglesa, mudou a conversa para os processos de negligência médica frívola, e apelou aos americanos “jovens e saudáveis” que não se vacinem, para não esgotar os “stocks” para os mais débeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerry, por sua vez, não falou de vacinas e defendeu o seu plano de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•98-127-277&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush trazia três números na cabeça, e fez questão de os usar: Kerry “votou para aumentar os impostos 98 vezes”; “votou contra reduções dos impostos 127 vezes”; e votou contra medidas para limitar o défice orçamental “277 vezes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente gostou tanto destes números que os mencionou três vezes. Kerry atirou um número maior ainda: “Apoiei ou votei a favor de cortes fiscais mais de 600 vezes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, John Kerry também tinha números para dar — lembrou que nenhum Presidente nos últimos 72 anos (desde Herbert Hoover) teve um saldo negativo na criação de empregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerry também acusou Bush de ter perdido 1,6 milhões de postos de trabalho (um pouco de contabilidade criativa neste caso; 1,6 milhões de empregos foram de facto perdidos no sector privado, mas essa perda foi até certo ponto compensada pela criação de mais 800 mil postos de trabalho na administração pública; em todo o caso, o saldo negativo é incontestável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•A filha de Cheney é lésbica. Sabiam que a filha de Cheney é lésbica? E já agora, já vos tinha dito que a filha do vice-presidente é lésbica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no debate entre vice-presidentes a questão tinha surgido. A falar sobre o casamento “gay”, o vice-presidente Dick Cheney evitou mencionar o caso de uma das suas filhas, que é assumidamente lésbica; mas o seu rival, John Edwards, fez questão de o recordar, louvando a tolerância de Cheney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate de quarta o moderador Bob Schieffer perguntou se “a homossexualidade é uma escolha” (nos EUA a questão é importante; os grupos activistas “gay” dizem que a homossexualidade é uma questão genética, os conservadores homofóbicos dizem que é uma opção e que portanto pode ser “corrigida”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush respondeu: “Bob, não sei, simplesmente não sei, acrescentando: “Temos uma escolha a fazer na América, que e tratar as pessoas com tolerância e dignidade. É importante que o façamos. Numa sociedade livre, os adultos podem viver a sua vida como quiserem, e isso deve ser honrado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, Bush explicou a sua posição sobre a “santidade do casamento” e porque é que se opõe ao casamento “gay”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Kerry começou a sua resposta assim: “Somos todos filhos de Deus, Bob, e acho que se falar com a filha de Dick Cheney, que é lésbica, ela lhe vai dizer que ela está a ser o que é. Está a ser como nasceu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois Kerry explicou que acha que o casamento “gay” deve ser decidido a nível estadual, e que se opõe a mudar a Constituição para o banir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque é que Kerry insistiu, tal como Edwards já havia feito, em falar na filha de Cheney? Os dois democratas pareciam empenhados em revelar à América que a filha de Cheney é lésbica — o que, concordam os dois candidatos, não tem mal nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família de Cheney achou de mau gosto, e continuou a discussão nos “media”. A mulher do vice-presidente, Lynne Cheney, queixou-se de Kerry e disse que &lt;A HREF=" http://story.news.yahoo.com/news?tmpl=story&amp;u=/ap/20041014/ap_on_el_pr/debate_lynn_cheney_2"&gt;“ele não é um bom homem”&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Muita fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois candidatos tiveram oportunidade de falar da sua fé, e de como ela afecta as suas decisões políticas. Kerry disse-se católico, e até que foi “menino de coro”, mas que não quer “impor as suas crenças”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso inclui não nomear para o Supremo Tribunal juízes  que queiram ilegalizar o aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush, sem falar directamente em banir o aborto, mencionou a “importância de defender a vida”. Sobre a sua religião, disse: “A fé tem uma grande importância na minha vida. (…) Rezo por força. Rezo por sabedoria. Rezo pelas nossas tropas em perigo. Rezo pela minha família.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Toda a gente gosta de McCain&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John McCain é provavelmente o político mais popular da América — um senador republicano que não tem pejo de criticar o Presidente quando não concorda com ele. Como este debate era no Arizona (o estado do McCain), era inevitável que o senador fosse mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerry voltou a falar no “meu amigo John McCain”; Bush respondeu dizendo que McCain já disse que vota nele — e no dia seguinte, lá estava ele de braço à volta de McCain, posando para as câmaras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•O humorista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George W. Bush começou o debate algo “preso”, mas como acontecera no segundo debate, ficou mais à vontade à medida que os 90 minutos decorriam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como de costume quando está descontraído, Bush revelou a sua veia humorística. O moderador perguntou-lhe de quem era a culpa do aumento dos custos da saúde, “do governo, das companhias de seguros, dos advogados, dos médicos?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush respondeu: “Bolas, espero bem que não seja do governo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, Kerry criticou a política de saúde do seu adversário, citando números publicados por “órgãos de comunicação social de prestígio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush começou assim a sua resposta: “Com todo o respeito, não tenho certeza se é credível citar orgãos de comunicação social de prestígio… Oh, deixem lá.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A piada revela o cinismo crescente de ambos os lados da barricada política sobre os “media”. Mas neste caso com um factor extra — o moderador do debate trabalha para a CBS News, um típico “órgão de comunicação social de prestígio”, que pediu desculpas recentemente por ter divulgado documentos falsos sobre o serviço militar de Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, questionado sobre a importância das mulheres na sua vida, Bush explicou o que é que aprendeu com elas: “A ouvir o que elas dizem. A sentar-me direito e a não fazer caretas.” (Mais adiante, Bush teve o momento mais cor-de-rosa do debate, confessando que a sua relação com a mulher Laura foi “amor à primeira vista”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Kerry também teve momentos de humor desta vez — ironizando sobre como tanto ele como Bush como o moderador tinham tido sorte no casamento, “alguns mais ainda que os outros”.  E antes já tinha dito que “ouvir o Presidente a falar de responsabilidade fiscal é como Tony Soprano a falar de lei e ordem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Sondagens instantâneas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram vitória a Kerry, &lt;A HREF="http://www.washingtondispatch.com/spectrum/archives/000650.html"&gt; duas delas, a outra registou um empate&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109779562917437147?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109779562917437147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109779562917437147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109779562917437147' title='Notas do último debate'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109779108781093870</id><published>2004-10-14T22:55:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T22:58:07.810+01:00</updated><title type='text'>Literatura de primeira</title><content type='html'>Mais um sinal de como a América, neste ciclo eleitoral, está invulgarmente apaixonada pelo debate político: o relatório da comissão independente que investigou o 11 de Setembro é &lt;A HREF="http://www.indystar.com/articles/1/186246-2651-010.html"&gt;candidato ao prémio do National Book Award&lt;/A&gt; (categoria não-ficção). E não é só a nomeação para o prestigiante prémio; o relatório também é um “best seller” nas livrarias americanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109779108781093870?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109779108781093870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109779108781093870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109779108781093870' title='Literatura de primeira'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109779083398197230</id><published>2004-10-14T22:49:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T22:53:53.983+01:00</updated><title type='text'>Nader fora da Pensilvânia</title><content type='html'>Justificando a sua decisão com irregularidades na recolha de assinaturas, um juíz da Pensilvânia &lt;A HREF="http://pennlive.com/newsflash/pa/index.ssf?/base/politics-0/1097700575183440.xml&amp;storylist=penn&lt;br /&gt;"&gt;proibiu que o nome de Ralph Nader apareça nos boletins de voto&lt;/A&gt; daquele estado, um dos maiores entre os “indecisos”. Entre as irregularidades: um indivíduo pagou entre 100 e 200 dólares a pessoas sem abrigo por assinaturas — alguns dos sem abrigo terão assinado mais que uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, Nader está confirmado nos boletins de 34 estados e da capital, Washington DC. Ainda há processos pendentes em vários outros estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109779083398197230?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109779083398197230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109779083398197230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109779083398197230' title='Nader fora da Pensilvânia'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109779046753235285</id><published>2004-10-14T22:43:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T22:48:20.493+01:00</updated><title type='text'>We report, you decide</title><content type='html'>Este é um dos “slogans” da Fox News, a estação televisiva que é a “bête noire” dos esquerdistas americanos. Bill O'Reilly é uma das figuras mais populares da estação; o seu &lt;A HREF="http://www.foxnews.com/story/0,2933,135164,00.html"&gt;O'Reilly Factor&lt;/A&gt; é o programa mais visto dos canais de notícias da TV americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O'Reilly foi processado &lt;A HREF="http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?file=/news/archive/2004/10/13/entertainment1826EDT0696.DTL"&gt;por assédio sexual&lt;/A&gt;, o que está a fazer as delícias da esquerda anti-Bush e anti-Fox; o apresentador nega furiosamente as acusações e respondeu com um contra-processo, dizendo-se vítima de uma tentativa de extorsão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109779046753235285?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109779046753235285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109779046753235285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109779046753235285' title='We report, you decide'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109776577720155288</id><published>2004-10-14T15:51:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T15:56:17.200+01:00</updated><title type='text'>Depois de três debates…</title><content type='html'>…tudo empatado, ou pelo menos é isso que diz a maioria das sondagens, que mostram Bush e Kerry separados por diferenças dentro da margem de erro. Ainda haverá eleitores indecisos. E, no entanto, os debates serviram claramente para estabelecer as diferenças entre os dois candidatos. Mais logo, algumas notas neste blog sobre o debate de ontem. O “Boston Globe” traz &lt;A HREF="http://www.boston.com/news/politics/debates/articles/2004/10/14/debates_leave_both_men_set_for_battle_to_the_wire"&gt;uma análise interessante do efeito&lt;/A&gt; do terceiro debate no resto da campanha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109776577720155288?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109776577720155288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109776577720155288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109776577720155288' title='Depois de três debates…'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109769094820975152</id><published>2004-10-13T19:05:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T19:09:08.210+01:00</updated><title type='text'>Último debate</title><content type='html'>O último dos três debates entre os candidatos à presidência é &lt;A HREF="http://www.cspan.org/watch/index.asp?Cat=TV&amp;Code=CS&amp;ShowVidDays=30&amp;ShowVidDesc=&amp;ArchiveDays=30"&gt;esta noite,&lt;/A&gt; à mesma hora que os outros — nove da noite da Costa Leste dos EUA, duas da manhã em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerry e Bush vão debater sobre temas “domésticos”, e deverão centrar-se na economia. Partem para o debate empatados: A &lt;A HREF="http://zogby.com/news/ReadNews.dbm?ID=884"&gt;“tracking poll" Reuters/Zogby&lt;/A&gt; dá exactamente a mesma percentagem a cada um.&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109769094820975152?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109769094820975152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109769094820975152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109769094820975152' title='Último debate'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109764945878860364</id><published>2004-10-13T07:04:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T08:10:41.446+01:00</updated><title type='text'>Dos leitores: os Swift Boat Vets e a verdade, os debates “à portuguesa"</title><content type='html'>Uma questão fascinante colocada por Paulo Santos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Tive a oportunidade de ver um &lt;A HREF=" http://swift1.he.net/~swiftvet/index.php?topic=Ads&lt;br /&gt;"&gt; spot dos Swift Boat Veterans for Truth &lt;/A&gt; [o anúncio chama-se “Friends”, é o segundo na página], no qual se afirmava que Kerry se tinha deslocado secretamente ao Vietname do Norte para se encontrar com forças que combatiam os EUA, à semelhança do que fez Jane Fonda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a esta a sua deslocação [de Fonda] aos territórios controlados pelos Vietcong é um facto histórico incontestável. Quanto a Kerry nunca tinha ouvido semelhante e julgo que se trata obviamente de uma mentira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que gostaria de colocar é a seguinte: este tipo de anúncios de natureza difamatória não poderá implicar um processo em tribunal? É vulgar que spots desta natureza sejam difundidos em campanhas presidenciais sem nenhumas consequências jurídicas?”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já perguntava Pilates a Cristo: mas o que é a verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anúncios dos Swift Boat Veterans despertaram uma onda de acusações e contra-acusações sobre o currículo militar de John Kerry. A imprensa americana investigou as questões colocadas pelos Swift Vets, e apurou que muitas das suas alegações são falsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema está na fronteira entre uma mentira descarada e uma insinuação subtil. Por exemplo, Paulo Santos descreve o anúncio como sugerindo que Kerry viajou a Hanói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio não diz bem isso, embora vendo o “spot” sem prestar muita atenção, seja fácil ficar com essa impressão. “Friends” fala das viagens (verídicas) de Jane Fonda ao Vietname do Norte, e passa rapidamente para as viagens de Kerry a Paris para se encontrar com o “inimigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kerry foi de facto duas vezes a Paris em 1970 e 1971. A sua campanha explicou que Kerry viajou à capital francesa (onde decorriam negociações entre os governos de Ho Chi Minh e Richard Nixon), não para se encontrar com o “inimigo” mas para fazer esforços no sentido de identificar e libertar soldados americanos desaparecidos em combate ou prisioneiros no Vietname do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não há registos exactos das actividades de Kerry em Paris, é difícil comprovar ou desmentir as alegações dos “swift vets”. Da mesma forma, a bombástica acusação de que Kerry “traiu o país” cai no domínio da opinião, e à luz da liberdade de expressão dificilmente se pode descrever como calúnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas alegações dos Swift Vets estavam factualmente erradas. Nesses casos, um candidato pode apelar aos tribunais por difamação, ou à comissão eleitoral. Mas o mal já está feito, e Kerry tem pouco a ganhar em chamar ainda mais a atenção para os anúncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer isso dizer que na campanha eleitoral americana vale tudo? Pode atacar-se impunemente um candidato dizendo tudo e mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não. Mentir não é aceitável. Mas, mais uma vez, a diferença entre uma mentira clara e uma insinuação perniciosa não é clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a publicidade comparativa e “negativa” é legal nos EUA (não só na política, mas também a nível de anúncios comerciais; as “guerras das colas” ou de fabricantes de automóveis são homéricas), o problema é difícil de resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade política rejeita — ou melhor, diz rejeitar — unanimemente o uso de anúncios “negativos”; a maioria dos eleitores concorda. Mas está provado que eles funcionam, e funcionam muito melhor que os anúncios “positivos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem havido ao longo dos anos várias tentativas de controlar este tipo de propaganda. Mas há sempre &lt;A HREF="http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?file=/chronicle/archive/2004/09/16/EDGP28P0T71.DTL"&gt;meios de contornar as proibições&lt;/A&gt;, e este ano as organizações conhecidas como “527” &lt;A HREF=" http://www.pww.org/article/articleview/5868/1/234&lt;br /&gt;"&gt;têm estado particularmente activas&lt;/A&gt; no campo do “arremesso de lama”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 527 são organizações teoricamente independentes e desligadas das campanhas, mas que na prática funcionam como “cães de fila” dos candidatos, fazendo o tipo de ataques cerrados que ficariam mal a Bush e a Kerry se fossem as suas próprias campanhas a fazê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: as televisões americanas estão inundadas de anúncios estridentes — não só anti-Kerry, mas também anti-Bush — e daquilo que o leitor define como “spots” de “natureza difamatória”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tema não muito distante, Miguel Santos escreve de Sacramento (Califórnia) sobre o caso &lt;A HREF="http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_presidenciaiseua_archive.html#109752778258471412"&gt;do filme anti-Kerry da Sinclair Broadcasting&lt;/A&gt;, remetendo para um post &lt;A HREF="http://kirghizlight.blogspot.com/2004_10_01_kirghizlight_archive.html#109761268791894071"&gt;neste blog&lt;/A&gt;, amplamente citado abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Só para lhe chamar a atenção de que há detalhes bastante mais complexos acerca da polémica sobre o Sinclair Broadcasting Group:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, Sinclair is prepared to give a major blast of propaganda to the Bush campaign. What's in it for them? Thanks to The Raw Story, we learn that a company called Jadoo Power Systems has been awarded a contract to develop power systems for the US Special Operations Command. No word on how much it was worth, but it must have been a big deal, because a Jadoo press release from 2003 brags that the company's president and CEO, Larry Bawden, personally briefed President George W. Bush on his company's technology.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It could have been old-school ties. A Fortune magazine profile from October 2003 notes:&lt;br /&gt;Barely two years old, [Jadoo] has sold its fuel cells to Boeing; government agencies like the CIA, the Secret Service, and the Bureau of Alcohol, Tobacco, and Firearms; and the U.S. Army. Earlier this year Jadoo placed in the business-plan competition at Harvard Business School, where vice president of business development Jon Berger, 30, earned his MBA this past spring.&lt;br /&gt; Or maybe it was an Enron alumni gathering, The Fortune article continues:&lt;br /&gt;Jadoo's president, Larry Bawden, 45, learned about fuel-cell technology at Aerojet, based in Sacramento, where he worked as director of fuel-cell products. In 1995, Aerojet sold off his unit, and Bawden left with a golden parachute. Embarking on an around-the-world boat trip with his wife, he got as far as Australia before some former colleagues called. They persuaded him to return to become a vice president at a fuel-cell company they were starting called PowerTek. They'd soon lined up a huge customer—the energy giant Enron—but unfortunately it was about to collapse.&lt;br /&gt;So, who owns Jadoo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The company's Investor Relations page lists only two "current investors":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinclair Ventures, Inc. is a wholly owned subsidiary of Sinclair Broadcast Group, Inc....&lt;br /&gt;Contango Capital Management was formed to bring capital to innovative entrepreneurs who are working hard to answer the energy challenges facing our world today and in the near future. Located in Houston, Texas, Contango Capital Management invests in early-stage technology-based and service companies in the energy industry...” &lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Santos passa do caso Sinclair para comentar outro post anterior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Acerca do post relativo à &lt;A HREF="http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_presidenciaiseua_archive.html#109745448002379790"&gt;"vasta conspiração da esquerda"&lt;/A&gt;, quero salientar  o facto bastante evidente que os donos/CEOs de empresas de “media” como o “New York Post” (Richard Scaife), Fox News (Rupert Murdoch), e Media News (Dean Singleton), entre outros, contribuem financeiramente (e substancialmente) para a (re)eleição de GW Bush.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Nota: o “Post”, tal como a Fox, fazem parte da Newscorp de Murdoch. Richard Melon Scaife não tem laços directos com o “Post”, mas é proprietário de uma série de jornais, particularmente no seu estado da Pensilvânia, com uma linha editorial de direita pró-Bush].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uhmmmmm.... e incrivelmente todos dão dinheiro para candidatos conservadores... será coincidência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www.editorandpublisher.com/eandp/news/article_display.jsp?vnu_content_id=2076212)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto já para não falar no sui-generis dono do Washington Times (Sun  Myung Moon), que se considera o novo Messias e que também contribui substancialmente para causas da direita conservadora americana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://en.wikipedia.org/wiki/Sun_Myung_Moon.”)&lt;br /&gt;(http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2004/10/03/MOON.TMP)”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os factos referidos por Miguel Santos são inegáveis. Fazendo, salvo seja, o papel de “advogado do Diabo”, eis argumentos conservadores: as famílias que controlam órgãos de grande influência como o “New York Times” ou o “Washington Post” são conotadas com a esquerda democrata; magnatas anti-Bush como George Soros têm gasto milhões em campanhas publicitárias como o Presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fox News é mais tendenciosa que, por exemplo, a CNN? São ambos órgãos isentos? Quem é um jornalista honesto e quem é um propagandista sem escrúpulos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um observador “neutro” pode ter a tendência de dizer: são todos maus, à direita e à esquerda, não se pode confiar em ninguém. Mas isso é uma visão simplista. Não se pode meter no mesmo saco todos os órgãos de comunicação social; há nos EUA um leque variadíssimo de “media”. Seria injustar qualificar cada um deles como “de esquerda” ou “de direita”, e mais injusto ainda descrevê-los todos como meras armas de propaganda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é líquido que a esquerda e a direita nos EUA, e os “media” mais próximos de cada um dos sectores, se equiparem no seu recurso a tácticas “sujas” e propagandísticas. Quem é pior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog tem as suas opiniões, mas não se sente habilitado para as expressar. Os leitores são como habitualmente convidados a dar as suas ideias sobre a “vasta conspiração de esquerda” vs. a “vasta conspiração de direita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda no tema da “natureza difamatória”: este blog não se atreve a reproduzir as primeiras frases da mensagem de um outro leitor que se identifica apenas como “Jorge”, e que escreve de um endereço com um domíno da África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este leitor &lt;A HREF=" http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_presidenciaiseua_archive.html#109745744653508762"&gt;responde à questão proposta por Antero Silva&lt;/A&gt; num “dos leitores” anterior, e tece considerações não publicáveis sobre a política nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge concorda com Antero Silva em que os debates “à portuguesa” não são tão esclarecedores como os debates “à americana”, e propõe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Ponham os nossos políticos a responder perguntas de pessoas “reais“ e não lhes deixem enrolar a manta por dez minutos. Aí é que se ia ver quem tem unhas para tocar a guitarra (portuguesa…) da política.”&lt;/I&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109764945878860364?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109764945878860364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109764945878860364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109764945878860364' title='Dos leitores: os Swift Boat Vets e a verdade, os debates “à portuguesa&quot;'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109760773174727026</id><published>2004-10-12T20:01:00.000+01:00</published><updated>2004-10-12T20:02:11.746+01:00</updated><title type='text'>Contagem decrescente</title><content type='html'>Faltam três semanas para as presidenciais americanas de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A três semanas do dia D, a última sondagem dá &lt;A HREF="http://www.reuters.com/newsArticle.jhtml;jsessionid=0QHUBFORF2K54CRBAEOCFFA?type=topNews&amp;storyID=6477744"&gt;um empate absoluto&lt;/A&gt; entre George W. Bush e John Kerry.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109760773174727026?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109760773174727026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109760773174727026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109760773174727026' title='Contagem decrescente'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109752778258471412</id><published>2004-10-11T21:40:00.000+01:00</published><updated>2004-10-11T21:49:42.586+01:00</updated><title type='text'>Um filme anti-Kerry</title><content type='html'>A guerra dos “media” continua na campanha eleitoral. Agora é a vez do grupo Sinclair Broadcasting, proprietário de 62 estações locais de televisão nos EUA: o grupo anunciou que vai transmitir um documentário intitulado “Stolen Honor”, &lt;A HREF=" http://cbs.marketwatch.com/news/story.asp?guid=%7B3DBE3AB8-41B6-488E-9294-D23A2037FA6B%7D&amp;siteid=google&amp;dist=google&lt;br /&gt;"&gt;um filme altamente crítico do papel de John Kerry depois de regressar do Vietname&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme centra-se na reacção às declarações de Kerry sobre atrocidades cometidas em combate, e nos veteranos de guerra que se sentiram “traídos” por elas. Os autores do filme são críticos declarados de Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sinclair já despertara controvérsia este ano, ao recusar-se a retransmitir nas suas estações uma edição do programa da ABC “Nightline” em que eram mostrados os rostos dos soldados americanos mortos no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Democrata anunciou que vai fazer uma queixa à comissão de eleições, acusando a Sinclair de uma “contribuição ilegal” à campanha de Bush. Por sua vez, a Sinclair defende que o documentário não é propaganda, e &lt;a href="http://www.sbgi.net/"&gt;numa mensagem no seu site&lt;/a&gt; apela a John Kerry a que participe no programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio reactiva a enorme discussão nos EUA sobre o papel dos “media”. À esquerda, a Sinclair é apresentada como um testemunho da manipulação das grandes empresas de comunicação social pela Administração Bush; à direita, responde-se com comparações ao filme “Fahrenheit 911” de Michael Moore ou recordando o caso dos documentos falsos sobre o serviço militar de Bush na televisão CBS.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109752778258471412?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109752778258471412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109752778258471412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109752778258471412' title='Um filme anti-Kerry'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109745744653508762</id><published>2004-10-11T02:16:00.000+01:00</published><updated>2004-10-11T02:17:26.536+01:00</updated><title type='text'>Dos leitores: um fã dos debates</title><content type='html'>Antero Silva, que também tem &lt;A HREF=" http://avernavios.weblog.com.pt/&lt;br /&gt;"&gt;um blog&lt;/A&gt;, diz que ficou fã dos debates presidenciais americanos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;“Acabo de ver o segundo debate Kerry-Bush e que diferença para quem está habituado à “política à Portuguesa”! Não me está a deixar falar! não me interrompa que eu não o interrompi a si! agora é minha vez depois fala o senhor!, isto é um debate com políticos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À Americana os políticos têm de andar no meio de cidadãos a sério e de responder a perguntas a sério. Eu até acho que o sr. Bush é um papalvo que não deve nada à inteligência. Mas nunca vi nenhum político em Portugal a fazer o que ele fez: responder directamente e rapidamente a perguntas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perguntas do público foram por certo escolhidas com cuidado e com “censuras”. Pode ser que sim, mas eram boas perguntas. Eu se fosse americano estava perfeitamete esclarecido. Sabia em quem tinha de votar. É para isso que os debates servem não é? Em Portugal nunca vi um debate que me esclaressesse.”&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antero Silva conclui perguntando-se se o problema é dos políticos portugueses ou do formato assumido pelos debates em Portugal. É uma questão para os leitores — os debates “à americana” são mais úteis para informar os cidadãos? E se o são, o que é preciso mudar nos debates “à portuguesa”? Respostas ao endereço habitual.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109745744653508762?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109745744653508762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109745744653508762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109745744653508762' title='Dos leitores: um fã dos debates'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109745448002379790</id><published>2004-10-11T01:27:00.000+01:00</published><updated>2004-10-11T01:32:14.590+01:00</updated><title type='text'>A vasta conspiração de esquerda</title><content type='html'>Os leitores europeus já estarão familiarizados com a argumentação de parte da esquerda americana, que acusa os “media” dos EUA de serem controlados por grandes empresas e de serem demasiado subservientes à Administração Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta &lt;A HREF="http://www.michaelmoore.com"&gt;Michael Moore&lt;/A&gt; disse que um objectivo secundário do seu filme “Fahrenheit 911” era mostrar que a imprensa “mainstream” fracassou na cobertura da presidência de George W. Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme &lt;A HREF="http://www.outfoxed.org/"&gt;“Outfoxed&lt;/A&gt; foi ainda mais longe, acusando a televisão Fox News de ser um instrumento de propaganda da direita americana, evocando o espectro daquilo que Hillary Clinton definiu como uma “vasta conspiração de direita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há quem tenha a opinião exactamente oposta. Muitos conservadores americanos queixam-se de que os “media” são sistematicamente tendenciosos na sua cobertura política, e sempre num sentido hostil a George W. Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tablóide de direita “New York Post” denuncia essa “vasta conspiração de esquerda”, e &lt;A HREF=" http://nypost.com/postopinion/editorial/31441.htm"&gt;diz que tem provas&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109745448002379790?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109745448002379790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109745448002379790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109745448002379790' title='A vasta conspiração de esquerda'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109743170958255765</id><published>2004-10-10T19:03:00.000+01:00</published><updated>2004-10-10T19:08:29.583+01:00</updated><title type='text'>Uma coisa em que todos podem concordar</title><content type='html'>Pelo menos numa das heranças de George W. Bush deve ser possível encontrar consenso: o actual Presidente &lt;A HREF="http://jornal.publico.pt/2004/10/06/Mundo/I06CX02.html"&gt;revitalizou o debate político&lt;/A&gt; na América. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 11 de Setembro também teve certamente um papel importante no novo interesse que os americanos dedicam ao debate político. Mas o efeito polarizador de Bush ajudou decisivamente a aumentar o envolvimento dos cidadãos na discussão pública sobre questões políticas. O “New York Times” inclui um artigo sobre &lt;A HREF="http://www.nytimes.com/2004/10/10/fashion/10TEEN.html?oref=login"&gt;como a juventude americana está mobilzada&lt;/A&gt; de uma forma quase inédita para estas eleições. O autor Todd Gitlin, que estudou as correntes políticas da década de 60, afirma mesmo que desde os tempos da guerra do Vietname que não havia tanta emoção à volta da política — talvez mesmo nem nessa altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E será o fenómeno limitado à América? Ou terá a administração George W. Bush revigorado o debate político a nível internacional? Respostas ao endereço habitual. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109743170958255765?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109743170958255765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109743170958255765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109743170958255765' title='Uma coisa em que todos podem concordar'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109727181753572366</id><published>2004-10-08T22:37:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T23:12:11.200+01:00</updated><title type='text'>Presidente Milli Vanilli</title><content type='html'>É certo: estas eleições vão fazer os fanáticos da teoria da conspiração trabalhar horas extraordinárias. Uma das últimas, e mais divertidas teses: Bush é o Presidente Milli Vanilli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milli Vanilli era uma banda pop dos anos 80 que foi exposta por fraude — os seus membros não cantavam nos discos, e todos os concertos eram em “playback”. Ora, a ideia de que Bush é apenas uma marioneta do seu “staff" não é original; quantos “cartoons" já foram feitos com um pequeno Bush sentado no colo de um Cheney "fantochista"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora há quem ache com toda a seriedade ter descoberto provas de que Bush é o Rob Pilatus da política americana. A "prova"? Um "alto" no casaco de Bush durante o primeiro debate televisivo, que poderia esconder equipamento electrónico através do qual assistentes sussurravam as respostas ao Presidente. De acordo com &lt;A HREF="http://www.inthesetimes.com/site/main/article/1331/"&gt;análises à “documentação"&lt;/A&gt;, essa &lt;A HREF="http://salon.com/news/feature/2004/10/08/bulge/index_np.html"&gt;seria a explicação para&lt;/A&gt; os silêncios de Bush em certas partes do debate. Quem for assistir ao debate desta noite que preste atenção — pode haver um momento em que Bush diga “tou xim?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;Actualização:&lt;/B&gt; Inevitavelmente, já existe também uma teoria da conspiração &lt;A HREF="http://www.rushlimbaugh.com/home/daily/site_100404/content/see_i_told_you_so.guest.html"&gt;sobre uma “batota"&lt;/A&gt; de Kerry.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109727181753572366?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109727181753572366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109727181753572366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109727181753572366' title='Presidente Milli Vanilli'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109727037290125835</id><published>2004-10-08T22:10:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T22:23:38.466+01:00</updated><title type='text'>Até no “spam"?</title><content type='html'>Os esforços de indivíduos e organizações paralelas às campanhas têm sido muito imaginativos este ano. Mas este meio é novo, pelo menos para este blog. Agora até no “spam” vem propaganda política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Spam" é o termo para as mensagens não solicitadas que invadem os e-mails às toneladas. Normalmente tentam vender produtos para lidar com disfunções sexuais ou apresentam propostas de negócio de pretensos familiares de antigos ditadores africanos. Agora, alguém lembrou-se de fazer propaganda anti-Bush através do “spam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É garantido que este mail não veio da campanha de Kerry — é ilegal às campanhas políticas americanas mandar “spam” — e mais garantido ainda que não veio da campanha de Bush. Apesar disso, o e-mail de envio, &lt;tjwkfz@xc.com&gt;, tem "GEORGE W. BUSH" como o emissário; o título é "I approve this message".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, este blog não pactuaria com o "spam”, mas só por esta vez vai citar o início da mensagem (de resto muito longa):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;PLEASE CONSIDER MY EXPERIENCE WHEN VOTING IN 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXPERIENCE AND EDUCATION&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Law Enforcement:&lt;br /&gt;I was arrested in Kennebunkport, Maine, in 1976 for driving under&lt;br /&gt;the influence of alcohol. I pleaded guilty, paid a fine, and had&lt;br /&gt;my driver's license suspended for 30 days. My Texas driving&lt;br /&gt;record has been "lost" and is not available.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Military:&lt;br /&gt;I joined the Texas Air National Guard and went AWOL. I refused&lt;br /&gt;to take a drug test or answer any questions about my drug use.&lt;br /&gt;By joining the Texas Air National Guard, I was able to avoid&lt;br /&gt;combat duty in Vietnam.&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto da mensagem continua nesta veia por mais seis mil caracteres. Este blog promete não reproduzir mais “spam” — excepto, em nome da equidade, se aparecer um “spam” anti-Kerry entretanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;Actualização:&lt;/B&gt; O “spam" anti-Bush já deu a volta à Net, e &lt;A HREF="http://news.zdnet.co.uk/internet/security/0,39020375,39169618,00.htm"&gt;parece que não é o único&lt;/A&gt;; o exemplo citado não parece ter fins lucrativos, mas há “spammers" na República Checa a tentar ganhar dinheiro à custa das mensagens anti-Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109727037290125835?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109727037290125835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109727037290125835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109727037290125835' title='Até no “spam&quot;?'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109726918469499936</id><published>2004-10-08T21:51:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T21:59:44.696+01:00</updated><title type='text'>Bush e Kerry no "town hall"</title><content type='html'>O formato do debate deste noite é o “town hall” — um conceito muito caro aos americanos, uma espécie de reunião municipal em que os cidadãos interpelam directamente os candidatos. Haverá um público de 100 pessoas, das quais duas dezenas irão questionar Bush e Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem decide que perguntas é que são feitas? Cada invidíduo presente no “town hall” terá a sua pergunta. O moderador, o jornalista da ABC Charles Gibson, recebeu hoje de manhã uma lista de questões, e irá seleccionar as vinte questões tendo em conta critérios de relevância. Mas as perguntas são da responsabilidade dos participantes; nenhuma das campanhas tem acesso ao seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é que foram seleccionados os 100 cidadãos presentes no “town hall”? A &lt;A HREF="http://debates.orgl"&gt;comissão independente&lt;/A&gt; que organiza os debates encarregou a firma de sondagens Gallup de escolher uma amostra representativa de eleitores da área metropolitana de St. Louis, a cidade onde se realiza esse debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada eleitor é “soft Kerry” ou “soft Bush” — ou seja, cada eleitor é mais próximo de um dos candidatos, mas não completamente decidido quanto à sua tendência de voto — ou então simplesmente indeciso. Este artigo explica  um pouco mais sobre &lt;A HREF="http://debates.org/pages/news_041007a.html"&gt;as regras de selecção&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109726918469499936?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109726918469499936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109726918469499936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109726918469499936' title='Bush e Kerry no &quot;town hall&quot;'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109726867963225194</id><published>2004-10-08T21:47:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T21:51:19.633+01:00</updated><title type='text'>Debates, 2º round</title><content type='html'>George W. Bush e John Kerry encontram-se esta noite para o segundo “round” dos seus três debates televisivos. Tradicionalmente, só o primeiro dos debates é que tem real influência no eleitorado — mas esta eleição não está a ser nada convencional, e a margem mínima de diferença entre os dois candidatos aumenta a importância deste debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, é previsível que as audiências sejam superiores ao habitual. Este blog vai assistir ao debate num local onde o “live blogging” não é possível, por isso desta vez não  haverá comentários simultâneos. O encontro de St. Louis começa às nove da noite, hora de Nova Iorque, duas da manhã hora portuguesa — quem ainda esteja acordado pode ouvir o debate &lt;A HREF="http://www.npr.org"&gt;no site da emissora pública americana&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109726867963225194?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109726867963225194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109726867963225194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109726867963225194' title='Debates, 2º round'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109717408219639720</id><published>2004-10-07T19:32:00.000+01:00</published><updated>2004-10-07T19:34:42.196+01:00</updated><title type='text'>As audiências estão boas</title><content type='html'>Os americanos estão mesmo a prestar atenção aos debates; mais de 46 milhões de pessoas &lt;A HREF="http://www.mercurynews.com/mld/mercurynews/9857015.htm"&gt;assistiram ao confronto entre Cheney e Edwards&lt;/A&gt;. Não há dúvidas de que, no actual ciclo eleitoral, &lt;A HREF="http://jornal.publico.pt/2004/10/06/Mundo/I06CX02.html"&gt;o interesse pela política&lt;/A&gt; subiu muito nos EUA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109717408219639720?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109717408219639720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109717408219639720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109717408219639720' title='As audiências estão boas'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109716967025933201</id><published>2004-10-07T18:15:00.000+01:00</published><updated>2004-10-07T18:21:10.260+01:00</updated><title type='text'>Factcheck.com? Factcheck.org? FatChick.com?</title><content type='html'>Dos erros factuais cometidos pelos candidatos é certamente o mais inocente e inofensivo, mas está a dar brado nos EUA: quando Dick Cheney recomendou visitar o site independente &lt;A HREF="http://www.factcheck.org/"&gt;Fact Check.org&lt;/A&gt;, acabou por dizer &lt;A HREF="http://www.factcheck.com/"&gt;Fact Check.com&lt;/A&gt;, o que teve &lt;A HREF="http://www.miami.com/mld/miamiherald/news/politics/9854624.htm"&gt;resultados interessantes&lt;/A&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o caso, no combate da Internet, as duas campanhas estão empatadas. John Kerry havia mencionado o seu próprio site johnkerry.com no primeiro debate, agora é Cheney que mostra que também sabe navegar na Net. Em 2000, Al Gore parecia um perito em questões da Net — mas o mito de que ele se autoproclamara &lt;A HREF="http://www.snopes.com/quotes/internet.htm"&gt;inventor da Internet&lt;/A&gt; custou-lhe caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109716967025933201?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109716967025933201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109716967025933201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109716967025933201' title='Factcheck.com? Factcheck.org? FatChick.com?'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109703086509244929</id><published>2004-10-06T03:38:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:47:45.093+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>Este blog está demasiado cansado (isto do “live blogging” tem muito que se lhe diga) para ter conclusões imediatas sobre o debate… Mas, mesmo assim, algumas notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Cheney repetiu que havia uma ligação entre Saddam Hussein e Al Qaeda — citando em especial o terrorista Abu al-Zarqawi apesar de um recente relatório da CIA que desmentia a existência de ligações entre Zarqawi e Bagdad antes da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Cheney acusou repetidamente Edwards de inconsistência (“flip-flops”!); Edwards acusou repetidamente Cheney de mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Parte do “resultado” dependerá dos “spin” nos “media” depois do debate — mas a este blog o resultado pareceu mais ou menos um empate. Ambos atacaram muito forte, ambos fizeram passar as suas mensagens, não pareceu que houvesse um “vencedor” claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Os dois homens estavam zangados um com o outro; o debate foi intenso e duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—O debate não foi tanto de substância como o confronto Kerry-Bush de quinta; Edwards e Cheney passaram demasiado tempo a atacar-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109703086509244929?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109703086509244929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109703086509244929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109703086509244929' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109703027522274132</id><published>2004-10-06T03:34:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:37:55.223+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices </title><content type='html'>Discursos finais: Edwards olha directamente para a câmara, tenta expor emoção, repete que ele e Kerry têm “um plano para resolver esta confusão no Iraque"; recorda o seu passado. Cheney louva os feitos da Administração Bush, &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109703027522274132?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109703027522274132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109703027522274132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109703027522274132' title='Debate dos vices '/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702989722838888</id><published>2004-10-06T03:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:31:37.230+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>“Alguma vez viram a América tão dividida?”, diz Edwards. E a culpa, diz ele, é de Bush. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702989722838888?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702989722838888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702989722838888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702989722838888' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702985968358387</id><published>2004-10-06T03:25:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:30:59.683+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>“Não fomos capazes de conseguir o que o Presidente fez no Texas”, em termos de pacificação do ambiente político, admite Cheney. O republicano promete continuar a tentar. Diz que nos seus tempos no Congresso as coisas não eram tão violentas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702985968358387?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702985968358387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702985968358387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702985968358387' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702947708617276</id><published>2004-10-06T03:19:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:24:37.086+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>Cheney tem alguns momentos em que transmite uma impressão de sinceridade, às vezes consegue humor. Mas há algo de errado ou com o seu microfone ou com a transmissão a que este blog está a assistir - por vezes, não se ouve bem o que ele está a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moderadora faz uma pergunta particularmente agressiva, acusando ambos os candidatos de se contradizerem — Kerry sobre o Iraque, Bush sobre a criação de um Departamento de Segurança Interna. “Flip flops”, na expressão que entrou no léxico político americano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702947708617276?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702947708617276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702947708617276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702947708617276' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702916131272463</id><published>2004-10-06T03:14:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:19:21.313+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>Gwen Iffil pergunta a Edwards sobre a sua falta de experiência (começou a carreira política há seis anos). Edwards garante que tem “uma ideia muito clara do que tem de ser feito” em termos de segurança nacional. Pode ser apenas impressão deste blog, mas o sotaque (já normalmente muito carregado) sulista de Edwards parece ter ficado ainda mais espesso durante esta resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Kerry na quinta-feira, Edwards usa linguagem “rambólica”, prometendo “encontra e matar os terroristas onde quer que eles estejam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheney sugere que o seu estatuto é de total lealdade para com o Presidente, enquanto Edwards estaria na Casa Branca a pensar na sua própria eleição como Presidente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702916131272463?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702916131272463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702916131272463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702916131272463' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702879924166831</id><published>2004-10-06T03:09:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:13:19.240+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>Cheney acusa Edwards de ter fugido aos impostos enquanto advogado; Edwards acusa Cheney de ter fugido aos impostos enquanto director da Halliburton. Os dois candidatos falam sobre Sida; concordam que a Sida é uma doença muito má e com consequências muito trágicas. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702879924166831?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702879924166831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702879924166831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702879924166831' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702825733430458</id><published>2004-10-06T03:03:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:04:17.336+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>Agora um tema bom para Cheney; o problema dos “processos frívolos” por negligência médica, que têm um “impacto devastador” sobre os custos da saúde nos EUA. A profissão em que Edwards fez a sua fortuna: advogado especializado em casos de negligência médica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702825733430458?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702825733430458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702825733430458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702825733430458' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702818710382783</id><published>2004-10-06T02:57:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T03:03:07.103+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>Depois de mais uma briga sobre impostos (“eles querem subir os impostos”; “não, eles é que querem baixar os impostos só para os ricos”) Cheney explica-se sobre o casamento “gay”, um tema em que a sua posição diverge da de George W. Bush. Edwards elogia a posição de Cheney por “amar a sua filha”; o vice-presidente parecia não querer falar da sua vida familiar, mas Edwards faz questão de dizer que Cheney tem uma “filha lésbica”. Edwards argumenta ainda que “a Constituição não deve ser usada para dividir os americanos”, opondo-se a uma emenda constitucional anti-casamento “gay”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é Edwards que tem de se explicar; ele e Kerry acham que o casamento é “entre um homem e uma mulher”, mas que os casais “gay“ devem ter direitos e protecções legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 45 minutos sobre questões de política internacional, o debate avança para temas domésticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheney agradece a Edwards as "palavras amáveis" sobre a sua família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702818710382783?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702818710382783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702818710382783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702818710382783' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702759005009866</id><published>2004-10-06T02:51:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T02:53:10.050+01:00</updated><title type='text'>Factcheck.org</title><content type='html'>Correcção: o site mencionado por Cheney era Factcheck.org. É escusado ir lá; o server tem demasiados hits e não consegue abrir a página.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702759005009866?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702759005009866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702759005009866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702759005009866' title='Factcheck.org'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702745904183180</id><published>2004-10-06T02:42:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T02:50:59.040+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>“Povo israelita tem direito, obrigação de se defender a si próprio”, diz Edwards. Conta uma história sobre visita a Jerusalém e de como esteve num hotel perto do qual houve um atentado bombista que matou 15 pessoas. Intima os EUA para &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheney regressa à Halliburton: “Eles tentam atacar a Halliburton para desviar a atenção dos seus próprios currículos”, diz, e acusa Edwards de não ser assíduo, e diz que um jornal da Carolina do Norte lhe chama o “Senador Foi-se” “[Edwards tem a] pior assiduidade do Senado. Sou presidente do Senado [por inerência de funções] e só o conheci esta noite neste palco.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao Médio Oriente, Cheney associa o derrube de Saddam com a redução do número de atentados em Israel. E volta ao ataque a Edwards. O democrata responde acusando Cheney de “distorções” e recorda os tempos de Cheney no Congresso, em que ele votou quase isolado em várias posições radicais (incluindo um voto contra uma resolução do Senado apelando à libertação de Nelson Mandela); o vice-presidente repete com desprezo na voz que o currículo de Edwards no Senado “não é um currículo muito distinto”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moderadora segue em frente, lamentando “não falámos muito de Israel”; Edwards interrompe, “eu falei de Israel! Ele é que não!” Está a ser um debate MUITO tenso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702745904183180?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702745904183180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702745904183180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702745904183180' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702692485982634</id><published>2004-10-06T02:34:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T02:42:04.860+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices — Halliburton</title><content type='html'>Edwards menciona a Halliburton, e volta à carga. “Eles pagaram milhões de dólares” em multas por práticas “semelhantes às da Enron”, e negociaram com países como o Irão ou a Líbia. Cheney diz que precisa de “mais de 30 segundos” para responder (não lhos dão), mas recomenda o site factcheck.com como um bom ponto de partida para apurar a verdade sobre a “cortina de fumo“ que os democratas tentam levantar sobre a Halliburton (Cheney era director da empresa antes de ser vice-presidente).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702692485982634?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702692485982634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702692485982634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702692485982634' title='Debate dos vices — Halliburton'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523957.post-109702635393400215</id><published>2004-10-06T02:27:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T02:32:33.936+01:00</updated><title type='text'>Debate dos vices</title><content type='html'>Cheney, tal como Bush, ataca repetidamente Kerry e Edwards como indecisos e dependentes dos ventos políticos sobre o Iraque. Zanga-se e dá sinais de exasperação, numa das respostas começa: “Por onde começar, tantas coisas erradas [que Edwards disse]”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edwards fala em treinar as forças de segurança iraquianas fora do Iraque, e em “fazer tudo o necessário” para garantir a realização de eleições; recorda o exemplo de Timor Leste para referir a necessidade de participação da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheney censura o adversário também por “desprezar o sacrifício” dos iraquianos ao não os contar entre as baixas de combate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523957-109702635393400215?l=presidenciaiseua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702635393400215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523957/posts/default/109702635393400215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presidenciaiseua.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109702635393400215' title='Debate dos vices'/><author><name>Pedro Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13519690014105536692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
