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8.6.04

Até já 

Este blog vai de férias; regressa a 1 de Julho.

Kerry fica melhor nas fotos do “Times” 

Um estudo às páginas de política do “New York Times” chega a estas conclusões: no mês de Maio, o “Times” publicou mais fotos de John Kerry que de George W. Bush; as fotos de Kerry têm melhor qualidade; Kerry aparece em poses mais positivas que as do Presidente; e não há nenhuma foto de Kerry com expressões “de dor ou esquisitas”.

(via Ponto Media)

À bulha por Reagan 

A morte de Ronald Reagan interrompeu a campanha eleitoral, dando alguns momentos de acalmia ao debate político. Os republicanos de Bush dão graças pela pausa — sempre são alguns dias sem falar do Iraque.

A acalmia durou pouco. Embora a campanha continue interrompida, o debate político voltou à sua programação normal de furiosos ataques e contra-ataques. A reacção inicial à morte de Reagan foi de pesar generalizado, embora logo com algumas trocas de galhardetes; mas agora esquerda e direita esgrimem argumentos sobre o ex-Presidente, atacando-se mutuamente. O escritor (inglês) Christopher Hitchens diz que Reagan era “burro que nem uma porta”; Dinesh D'Souza responde com uma crítica aos revisionistas que duvidam que Reagan ganhou a guerra fria sozinho.

Sondagem: Kerry à frente 

Segundo uma sondagem Gallup, John Kerry vai à frente de George W. Bush nas intenções de voto. Mesmo contando com uns robustos sete por cento para o independente Ralph Nader, Kerry tem 45 por cento contra 42 por cento para Bush; sem Nader, Kerry alarga a vantagem, para 49-44.

7.6.04

O herdeiro de Reagan? 

Há vários pontos em comum entre Ronald Reagan e George W. Bush — nenhum tem reputação de ser um “peso-pesado” das letras, ambos fizeram a sua carreira segundo uma imagem de “outsiders” que “falam simples”. O comentador conservador Andrew Sullivan argumenta contudo que Bush está longe de ser Reagan.

Sullivan encontra o verdadeiro herdeiro de Reagan em outro lugar — no capitólio de Sacramento. Esta ideia de Sullivan é cada vez mais popular.

Reagan na campanha 

O candidato democrata John Kerry suspendeu a sua campanha por uma semana para se juntar ao luto nacional por Ronald Reagan. Do lado republicano, os adjuntos de George W. Bush ponderam uma questão importante: como usar a figura de Reagan na campanha presidencial? Há um risco óbvio em utilizar o falecido para propaganda; mas, diz ao “New York Times” o líder do comité nacional republicano, Ed Gillespie: “Os americanos vão estar focados no Presidente Reagan na próxima semana. Os paralelos [entre Reagan e Bush] são óbvios, não se pode fugir a eles.”

6.6.04

A herança de Reagan 

Ronald Reagan morreu ontem, aos 93 anos, na sua casa em Bel Air (Los Angeles). A sua herança vive. E o combate político pelo significado de Reagan é hoje ainda mais feroz que quando o “Gipper” era Presidente.

A Reuters, num longo perfil, explica a significância de Reagan enquanto figura maior do panteão de ícones da direita americana.

À direita, um editorial do “New York Post” louva o legado do “Presidente mais crucial do século XX” e recrimina “os esquerdistas que não o compreenderam”; o colunista George Will evoca o optimismo de Reagan — e como esse optimismo foi fulcral na sua relação com a URSS.

Do outro lado da barricada, este artigo antigo da “American Prospect” é um ataque brutal à herança de Reagan, tanto na sociedade americana como a nível mundial. E a Slate.com acusa Reagan de ter sidoo homem que estragou o Partido Republicano, reformulando-o numa direcção extremista.

5.6.04

A divisão religiosa 

E por falar em polarização, uma das grandes divisões na sociedade americana tem a ver com a religião. Mas, ao contrário de outros tempos, a grande diferença não é entre protestantes e católicos ou entre evangélicos e tradicionalistas. Segundo a "Economist", o que separa a forma de votar entre religiosos é a sua devoção; os americanos mais devotos são republicanos; os mais seculares são democratas.

A América polarizada 

Os Estados Unidos estão politicamente divididos, uma divisão acesa e rancorosa. David Brooks, um comentador da direita moderada do “New York Times”, tenta explicar porque é que a América está tão polarizada, e começa por concluir que direita e esquerda têm concepções diferentes da realidade.


4.6.04

Bush não é suficientemente de direita 

Pelo menos é isso que pensam alguns membros do Club for Growth, um “lobby” anti-impostos. De acordo com o “New York Times”, alguns destes conservadores estão desiludidos com a gestão financeira despesista de Bush e não o vão apoiar em Novembro.




Bush e o Papa 

O Presidente americano visitou o Papa no Vaticano. George W. Bush e o Papa têm grandes divergências em alguns temas (sobretudo a guerra no Iraque) mas concordam em outros (como o aborto). A agência UPI explica porque é que Bush foi à Santa Sé. E o “Christian Science Monitor” analisa a batalha entre Bush e Kerry pelos votos dos católicos.

Cuidado com a Florida 

Foi na Florida que se decidiram as presidenciais de 2000, e apesar de o estado “na moda” ser o Ohio, o “Sunshine State” deverá outra vez ser fulcral. Dos quatro estados mais populosos dos EUA (Califórnia, Texas, Florida e Nova Iorque), este é o único onde o resultado das presidenciais não está definido à partida. O antecessor de John Kerry perdeu por um punhado de votos na Florida — e o actual candidato democrata está decidido a não repetir os erros de Gore.

3.6.04

Bush vai para as igrejas 

O Presidente Bush está a contar com a ajuda de milhares de grupos religiosos para a sua campanha. O recurso às igrejas irrita alguns críticos. Mas há um motivo claro para Bush se dirigir às igrejas: segundo o “USA Today“, os americanos que vão à igreja regularmente votam republicano, e os menos religiosos tendem a votar democrata.


Porque sai Tenet 

De acordo com um analista da CNN, a demissão de George Tenet é resultado de o ex-director da CIAjá não ter utilidade política para o Presidente George W. Bush.

O advogado de Bush 

A Casa Branca confirmou que George W. Bush contratou um advogado. Bush poderá precisar de representação legal caso seja chamado a depor no caso da investigação a uma fuga de informação que resultou na divulgação do nome de uma agente da CIA. Bush não tem nada a temer deste caso — mas alguns dos seus principais colaboradores poderão estar em problemas com a justiça.

2.6.04

A mulher que NÃO foi amante de John Kerry 

Em Fevereiro, espalhou-se num ápice pela Internet o rumor de que John Kerry tinha uma ligação extra-marital com uma estagiária. Alguns sites chegaram mesmo a publicar o nome e a fotografia da mulher em causa. Kerry negou; a mulher também; a imprensa americana concluiu que a história era mesmo falsa e a maior parte dos jornais nem fez referência ao caso.

Agora, a mulher que não teve um “affair” com Kerry, e que não era uma estagiária, conta a sua história num artigo na revista "New York". Alexandra Pollier conta na primeira pessoa como é que ela acabou envolvida no centro de um pseudo-escândalo.


Kerry e os direitos humanos 

O “New York Sun” noticia que algumas organizações de direitos humanos estão zangadas com John Kerry, porque o candidato democrata declarou que iria privilegiar a segurança nacional na sua política externa.

Os activistas queixam-se de que a visão de Kerry implicaria a subalternização dos direitos humanos na diplomacia americana. O artigo contém contudo uma análise curiosa — a atitude de Kerry seria uma forma de se mostrar como um “duro”, apelando ao eleitorado centrista que receia que os democratas sejam demasiado complacentes na cena internacional.

Como diz um activista citado no texto, este é um exemplo claro de um momento Sister Souljah.

Que a América volte a ser a América 

Haverá traduções mais elegantes que o título deste post, mas o sentido é mais ou menos o mesmo: Let America be America Again é o “slogan” da campanha de John Kerry. O “slogan” foi “roubado” a um poema do escritor negro Langston Hughes, um dos mais importantes poemas americanos do século XX.

A equipa de Kerry acha que o “slogan” reflecte a imagem que o candidato quer projectar. Mas há quem discorde, e até encontre raízes estalinistas a Let America be America Again.



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