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31.5.04

A pistola de Saddam 

Um artigo na “Time” cita sob anonimato convivas da Casa Branca que contam que George W. Bushmantém à mão uma pistola que estava na posse de Saddam Hussein quando o ditador iraquiano foi capturado. “[Bush] gosta imenso de a mostrar”, contou um convidado recente. Será que a pistola vai ser mostrada na campanha eleitoral?

É tudo para os “media” 

Um jornalista da CNN, Sital Patel, escreve uma interessante análise de como as campanhas políticastrabalham essencialmente na manipulação dos “media”, e explica uma série de "truques"para o fazer (como a já clássica prática de "despejar" as más notícias às sextas-feiras, quando as redacções se esvaziam para o fim-de-semana).




29.5.04

Bush em apuros com as bases 

A descida da popularidade de George W. Bush nas sondagens reflecte agitação entre as hostes republicanas; o Presidente pode estar a perder o apoio das suas “bases”.


Jeff Crouere identifica três potenciais tipos de “dissidentes” republicanos: os moderados à John McCain, irritados com o extremismo de Bush; os conservadores fiscais, exasperados com o aumento dos défices; e as “brigadas Buchanan”, isolacionistas ao estilo do comentador Pat Buchanan.

O perito em sondagens Stanley Greenberg estudou a evolução demográfica recente do eleitorado americano, e concluiu igualmente que as “bases” de Bush são cada vez menos sólidas ( este link faz o download do documento de Greenberg em formato PDF).



28.5.04

Não acredite em tudo o que lê 

Este blog fiou-se na revista “Economist” e deu como verdadeira a história
de uma correlação entre inteligência e sentido de voto nas eleições de 2000.

A “Economist” avisa que o estudo é inventado — mais uma daquelas “hoaxes” de que a Internet está cheia. Desculpas aos leitores por também ter caído na vigarice.


Kerry não adia 

Porque isso lhe permitiria angariar mais alguns milhões de dólares, John Kerry tinha pensado em adiar a oficialização da sua nomeação como candidato democrata. Mas a reacção foi tão forte que a campanha de Kerry acabou por desistir da ideia.

Os quatro imperativos de Kerry 

John Kerry fez um discurso em Seattle para apresentar a sua visão de uma política externa para a América. Kerry definiu quatro princípios básicos, a que ele chama os “quatro imperativos”:
—restaurar os laços entre os EUA e os seus aliados
—modernizar as Forças Armadas americanas para combater o terrorismo
—reduzir a dependência energétíca dos EUA em relaçao ao petróleo importado do Médio Oriente
—aumentar o uso do “soft power” da Améríca — o uso da sua influência política, económica e ideológica, e não apenas da sua força militar.

26.5.04

Bush não está preocupado 

As sondagens não andam animadoras, e a guerra no Iraque também não corre muito bem, mas George W. Bush continua despreocupado, escreve o “USA Today“. O que tornará inevitável “cartoons” como este.


Os anúncios não funcionam 

Os dois candidatos angariam milhões e milhões
de dólares, grande parte dos quais para comprar anúncios televisivos. Mas afinal, segundo a “Advertising Age”, os anúncios não têm grande efeito. Pelo menos é o que dizem 92 por cento dos inquiridos.

Mas, por outro lado, mesmo que os anúncios só influenciem oito por cento do eleitorado, isso já será mais do que suficiente. Afinal, Bush e Kerry continuam empatados.

24.5.04

O fim da zona de privacidade 

George e Laura Bush têm protegido ferozmente a privacidade das suas filhas gémeas, Barbara e Jenna, tal como os Clinton haviam feito com a sua filha Chelsea. Mas agora que as gémeas Bush se formaram das suas universidades e vão trabalhar na campanha de reeleição do pai, essa privacidade acabou, escreve o “Washingon Post”.

Aliás, já existe um site em estilo tablóide destinado exclusivamente a seguir as “primeiras gémeas”.

As rodas do triciclo 

George W. Bush caiu este fim-de-semana a andar de bicicleta. O seu rival democrata fez uma piadinha sobre o assunto. Não é impossível que os dois lados se multipliquem em ataques e contra-ataques sobre o “bicicletagate” nos próximos dias. Afinal, John Kerry também caiu da sua bicicleta há algumas semanas.



O terceiro partido 

A democracia americana é dominada por dois grandes partidos heterogéneos, democrata e republicano. Mas ao longo do século XX houve muitas tentativas de estabelecer um terceiro partido; falharam todas, mas tiveram impacto na política americana. James Carville, um ex-assessor de Bill Clinton, prevê para 2008 a emergência de uma terceira força na política americana: um partido isolacionista que combina elementos da ideologia do esquerdista Ralph Nader e do ultraconservador Pat Buchanan.

21.5.04

Historiadores contra Bush 

Se os historiadores fossem um grupo demográfico importante nos EUA, George W. Bush estava em apuros. Uma sondagem feita a historiadores mostra que 81 por cento descrevem a presidência de Bush como um “fracasso”. Alguns até descrevem Bush como o pior Presidente de sempre. A sondagem tem no entanto dois qualificativos. Primeiro, foi conduzida em termos “informais” e não científicos. Segundo, o mundo académico nos EUA (onde os historiadores trabalham) é talvez o sector do país mais virado para a esquerda.

A aventura da Washingtonienne 

A história praticamente não chegou aos jornais, mas os blogs políticos americanos — particularmente os mais virados para escândalos e boatos— andam deliciados com a Washingtonienne. A “Washingtonienne” era uma estagiária no “staff” de um senador republicano, que publicava num blog as suas aventuras e desventuras num blog. O blog já não existe, mas foi criada uma reprodução neste sítio.

O factor Nader 

Este blog desconfia que dentro de alguns meses já não se vai falar muito de Ralph Nader, a menos que haja provas estatísticas de que ele pode fazer a diferença entre John Kerry e George W. Bush. O site Nader Factor é mais um que tenta impedir que isso aconteça — um apelo ao voto útil em Kerry.

20.5.04

Nader: Kerry não é uma tábua 

A reunião entre Ralph Nader e John Kerry não teve resultados bombásticos, mas Nader demonstrou o seu apreço por Kerry. O candidato independente não tem intenções de desistir, mas louva Kerry por ser “muito presidenciável” e por, ao contrário do candidato democrata em 2000, Al Gore, não ser “rígido que nem uma tábua”.

Mesmo assim, Nader constitui um problema para os democratas, porque pode desviar muitos votos anti-Bush. Na “The Nation”, John Nichols defende que a solução para Kerry será imitar Nader; alguns democratas acham que o que é preciso é combater Nader.

New Jersey escapa-se 

O estado de New Jersey, junto a Nova Iorque, com um tamanho e população semelhantes a Portugal, é considerado um dos terrenos mais “seguros” para um candidato democrata à presidência. Mas, surpreendentemente, New Jersey pode escapar a John Kerry: uma sondagem mostra Kerry e Bush separados por uma diferença pontual dentro da margem de erro.


19.5.04

Nader fala com Kerry 

John Kerry e Ralph Nader reuniram-se discretamente hoje. Nader, candidato independente, é visto como uma ameaça por muitos democratas. Não é contudo provável que Nader anuncie que desista, nem sequer que Kerry lho peça.

"Kerryismos” 

Há quatro anos que a revista “Slate” recolhe “Bushismos” — os lapsos gramaticais do Presidente americano. O candidato democrata John Kerry tem um comando mais fluente da língua inglesa, mas o seu discurso por vezes é impenetrável. Por isso, a “Slate” começou também a recolher "Kerryismos".




18.5.04

Os mais inteligentes e os mais ricos não votam Bush 

A revista “The Economist” chamou atenção para um estudo dos socólogos Richard Lynn e Tatu Vanhanen sobre as presidenciais americanas de 2000; esse estudo revela que nove dos dez estados cujos cidadãos têm em média QI mais elevados votaram em Al Gore; os dez estados com QI mais baixo votaram em George W. Bush.

A mesma correlação existe em relação ao dinheiro. Os estados mais ricos votaram Gore; os mais pobres votaram Bush. Os resultados do estudo estão neste quadro.

Actualização, 28/5: Este post está errado. Ou melhor: a “Economist” realmente publicou os dados do estudo — mas o estudo não existe. Os professores Lynn e Vanhanen escreveram um livro sobre a correlação entre a inteligência das nações e o seu desenvolvimento económico, mas não falaram sobre as presidenciais americanas. O quadro que aparece no link deste post é uma invenção.

17.5.04

Springsteen em contraprogramação 

Segundo o “New York Daily News”, Bruce Springsteen está a pensar em dar um concerto grátis em Nova Iorque a 2 de Setembro, o dia em que George W. Bush discursa na convenção republicana (que se realiza em Nova Iorque nessa altura). O objectivo do “Boss”, escreve o “Daily News”, é fazer “contraprogramação” aos republicanos.


A batalha da comunhão 

John Kerry é católico mas acredita no direito ao aborto. Alguns bispos americanos já disseram que não lhe dão a comunhão — um prelado de Denver até disse que não dará a comunhão a nenhum fiel que vote em candidatos pró-aborto. Andrew Sullivan explica na revista “Time” a relação entre os democratas e a igreja católica.




16.5.04

Retrato de Kerry enquanto jovem 

O “New York Times” investigou os tempos de John Kerry no liceu, para pintar um retrato do candidato democrata enquanto jovem. O jornal também fala da herança judaica de Kerry. Recentemente saiu uma extensa biografia de Kerry por jornalistas do “Boston Globe”.



14.5.04

A olhar para os números 

As sondagens continuam a mostrar George W. Bush e John Kerry praticamente empatados, e ambas as campanhas dizem estar satisfeitas com os números. O analista da “Newsweek” Richard Wolfe analisa a evolução das sondagens e diz que ambas as perspectivas podem estar certas.

13.5.04

Laura é que decide? 

O analista da CNN Carlos Watson interpreta os sinais de fumo vindos da Casa Branca e o seu prognóstico é que Donald Rumsfeld tem os dias contados no Pentágono. Apesar de o Presidente George W. Bush garantir que mantém confiança no seu secretário da Defesa, Watson vê um sinal relevante de que o “Rummy“ pode estar prestes a ser demitido: as declarações da a “primeira dama” Laura Bush sobre o escândalo de tortura na cadeia de Abu Ghraib. Watson até dá exemplos de precedentes.

A Reforma está com Nader 

O Partido da Reforma foi o veículo criado pelo milionário Ross Perot para sustentar as suas duas candidaturas à presidência nos anos 90. Foi também através dos “reformistas” que o ex-“wrestler” Jesse Ventura se tornou governador do Minnesotta.

Em 2000, o ultraconservador Pat Buchanan tomou conta do partido, candidatou-se à presidência e teve resultados irrisórios. O Reform Party tem estado moribundo desde então. Mas ainda existe. E os seus membros escolheram um candidato para as presidenciais de Novembro: os “reformistas” apoiam Ralph Nader.

Os Rumsfelds de Kerry 

John Kerry também está a exigir a demissão do secretário da Defesa Donald Rumsfeld. E, ao contrário do que é normal na política americana, Kerry até já está a sugerir alternativas.

Mais curioso ainda é que os dois primeiros nomes que Rumsfeld citou para o lugar de Rumsfeld são republicanos: os senadores John McCAin e John Warner. Kerry também falou no senador (democrata) Carl Levin e em William Perry, que exerceu o cargo numa das Administrações de Bill Clinton.

11.5.04

Um novo tipo de escândalo 

O analista dos media do “Washington Post”, Howard Kurtz, argumenta que o escândalo dos abusos de prisioneiros no Iraque é diferente de qualquer outro escândalo político — e que os seus efeitos poderão perdurar durante muito tempo.

Kerry: deixem a minha mulher em paz 

John Kerry lançou um aviso aos seus adversários políticos — não usem a sua mulher para o atacar. Na mesma tirada, Kerry rejeitou a sua imagem “fria” dizendo que se diverte tanto como outra pessoa qualquer.




10.5.04

Ainda Abu Ghraib 

O Presidente Bush garantiu hoje que não vai demitir o seu secretário da Defesa e que ele está a fazer um “trabalho excelente”. Mas o escândalo da tortura em prisões iraquianas promete avolumar-se; a “New Yorker” traz um novo artigo de Seymour Hersh sobre os erros do Pentágono em Abu Ghraib.

9.5.04

Os europeus não gostam de Bush 

O “New York Times” traz uma reportagem que apura que não só os europeus não gostam de George W. Bush, como até os europeus mais conservadores preferiam que fosse John Kerry o próximo Presidente americano.

Eleições em Setembro 

Não na América, mas no Iraque. Os “neo-conservadores” Robert Kagan e William Kristol propõem começar a democratização do Iraque o mais depressa possível, com eleições em 30 de Setembro. É uma proposta para reduzir a instabilidade no Iraque, mas a data ficaria muito, muito próxima das presidenciais americanas (a 2 de Novembro).

8.5.04

Rumsfeld não vai embora 

Apesar de muitos apelos dentro e fora dos EUA a que Donald Rumsfeld se demita pelo escândalo de tortura em prisões iraquianas, o secretário da Defesa não deverá abandonar o Pentágono. George W. Bush afirmou repetidamente que mantém confiança em Rumsfeld; além disso, uma sondagem revela que a maioria dos americanos acha que o secretário da Defesa não se deve demitir.

Os republicanos também amam 

Um site dedicado a ajudar jovens republicanos a encontrar pares da mesma cor política.



6.5.04

Michael vs. Mickey 

Michael Moore queixa-se de que a Disney está a bloquear a distribuição do seu novo filme, “Fahrenheit 911”. O filme foi produzido pela Miramax, uma sucursal da Disney, mas a firma do Rato Mickey não quer lançar o novo documentário de Moore.

O filme tem o mesmo estilo bombástico do resto da obra de Moore, e tece uma teoria de conspiração à volta das ligações entre os Bush e a família real saudita. Moore queixa-se de censura, mas não deverá ter problemas em arranjar um distribuidor para o filme.

Powell está zangado 

O secretário de Estado Colin Powell está farto da maior parte dos seus colegas na Administração Bush, segundo um artigo na revista “GQ”. O mais curioso neste artigo é que, ao contrário da maior parte deste tipo de histórias, as fontes da “GQ” nem sequer pediram anonimato.

Sondagem: ainda tudo empatado 

Nova sondagem, desta vez um estudo Gallup/CNN, que mostra que John Kerry e George W. Bush continuam empatados. Apesar de os índices de aprovação de Bush estarem em queda, isso não parece ter grande efeito nas intenções de voto. Dependendo dos métodos estatísticos, ora Kerry ora Bush têm vantagens mínimas, sempre dentro da margem de erro.

5.5.04

Gore TV a caminho 

Um grupo financeiro comandado pelo ex-vice-presidente Al Gore e pelo empresário Joel Hyatt comprou o canal televisivo Newsworld International.

Até agora, o canal distribuía notícias da estação pública canadiana, e era visto apenas em 17 milhões de lares nos EUA. Há vários meses que se falava da hipótese de Al Gore criar uma nova rede televisiva de notícias para competir com canais politicamente à direita (nomeadamente a Fox News de Rupert Murdoch).

Mas Gore promete que o seu canal não vai ser de esquerda nem de direita. “Não será um canal político”, escreveu o candidato derrotado das presidenciais de 2000 num comunicado. Em vez disso, será virado para os jovens: “Teremos histórias numa voz reconhecível pelos jovens, e por um ponto de vista que eles possam identificar como seu.”

Kerry tem novos anúncios 

Há várias semanas que George W. Bush tem enchido as televisões americanas de anúncios anti-Kerry. Agora o Partido Democrata quer responder com uma série de “spots”, descrita como “a maior campanha de sempre” nas televisões americanas.

Os “spots” de John Kerry focam-se essencialmente na carreira e na vida pessoa do candidato. Eles começam a ser exibidos nas TV americanas esta semana, e podem ser vistos no site de John Kerry.

3.5.04

Sloganator 

Faça o seu próprio poster da campanha Bush-Cheney com o Sloganator.

Esquerda ao ataque 

Seguindo o princípio do “olho por olho, dente por dente”, surge um novo site ligado à esquerda americana, cujo objectivo é responder aos comentadores de direita na mesma moeda (no início do mês passado começou emissões a rádio Air America, animada pelos mesmos princípios; a vida não lhe tem corrido muito bem, por problemas financeiros e escassez de ouvintes).

O novo site chama-se Media Matters, e propõe-se desmontar mentiras ou fabricações do “inimigo”. A figura central do site é David Brock — um ex-conservador que fez parte da “grande conspiração de direita” para derrubar Bill Clinton nos anos 90, até se desiludir com os seus correlegionários republicanos e se virar para o outro lado.

1.5.04

O remorso do comprador 

“Buyer's remorse” é uma das expressões mais curiosas da língua inglesa. Descreve a sensação de arrependimento de um comprador que, depois de fazer uma compra por impulso, começa a pensar se foi boa ideia.

Muitos democratas parecem estar a ter “buyer's remorse” em relação a John Kerry. Artigos como este da “Economist”, este da Associated Press ou as colunas de Tina Brown e Richard Cohen ilustram como os democratas estão a interrogar-se sobre a sua escolha como candidato à presidência.

A razão da angústia é que Kerry, depois de em Fevereiro ter aparecido nas sondagens como alternativa sólida a George W. Bush, está agora num período mais difícil. Kerry voltou a estar atrás do Presidente nos estudos de opinião. Mas agora não há solução para o problema. Quase todas as lojas nos EUA têm uma política de devoluções muito generosa, que permite a um cliente com “buyer's remorse” voltar atrás; no Partido Democrata, todas as vendas são finais.

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